- Aumento real de 50,56% nos gastos da Presidência com cartão corporativo entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro.
- O relatório analisou 41,2 milhões de reais em despesas, com gastos nominais passando de 7,3 milhões em 2019 para 13,5 milhões em 2022.
- O crescimento foi puxado principalmente por despesas com hospedagem e alimentação.
- Houve um gasto de 55,5 mil reais em uma padaria no Rio de Janeiro, em 26 de maio de 2019, dia seguinte ao casamento de Eduardo Bolsonaro.
- No período eleitoral de 2022, há indícios de irregularidades em cerca de 2,5 milhões de reais, e o TCU recomenda maior transparência e o aperfeiçoamento da fiscalização com monitoramento contínuo.
O Tribunal de Contas da União identificou um aumento real de 50,56% nos gastos da Presidência da República com o cartão corporativo entre 2019 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro. O dinheiro foi gasto no Brasil, com foco em hospedagem e alimentação.
O relatório analisou 41,2 milhões de reais em despesas e mostrou que, em valores nominais, as despesas subiram de 7,3 milhões em 2019 para 13,5 milhões em 2022. O crescimento foi puxado por itens de hospedagem e alimentação.
Entre os casos destacados, há um gasto de 55,5 mil reais em uma padaria do Rio de Janeiro, em 26 de maio de 2019, dia seguinte ao casamento de Eduardo Bolsonaro. O fato está entre os itens do levantamento.
O documento aponta ainda gastos elevados no período eleitoral de 2022, com indícios de irregularidades no montante de cerca de 2,5 milhões de reais, em cidades e datas associadas à agenda de campanha do ex-presidente, ligados a hospedagem e alimentação.
Parte das informações permanece sob sigilo por envolver a segurança do presidente e da equipe presidencial, conforme o relatório.
Medidas e recomendações
O ministro-relator Marcos Bemquerer Costa sinalizou a regularidade da maior parte das despesas, mas pediu melhorias para ampliar transparência e controle interno. O TCU destacou fragilidades nos sistemas de controle.
O órgão recomenda ampliar a divulgação de despesas e fortalecer mecanismos internos de fiscalização, com monitoramento contínuo dos gastos. Também foi adotado um novo modelo de fiscalização.
Segundo o relatório, o objetivo é detectar e corrigir tempestivamente eventuais irregularidades no uso dos Cartões de Pagamento do Governo Federal.
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