Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Entidades denunciam golpe eleitoral nos EUA que pode favorecer Trump

Decisão da Suprema Corte altera mapas da Louisiana, potencialmente beneficiando republicanos, enquanto grupos de direitos civis denunciam ataque à democracia

FILE PHOTO: U.S. President Donald Trump looks on as he signs executive orders and proclamations in the Oval Office at the White House, in Washington, D.C., U.S., May 5, 2025. REUTERS/Leah Millis/File Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • A Suprema Corte dos Estados Unidos, por seis votos a três, decidiu que o mapeamento de distritos da Louisiana se baseou excessivamente em critérios raciais, alterando dois distritos de maioria negra e possivelmente a composição do parlamento estadual.
  • O governador da Louisiana, Jeff Landry, cancelou as primárias previstas para 16 de maio com o objetivo de redesenhar mapas eleitorais antes da votação.
  • Analistas veem a mudança como potencialmente favorável aos republicanos e ao presidente Donald Trump, em um momento de popularidade baixa para o líder.
  • As lideranças de direitos civis reagiram: Derrick Johnson, da NAACP, chamou a decisão de golpe para a democracia; Al Sharpton afirmou que a decisão desmantela o legado de Martin Luther King; a ACLU classificou a decisão como vergonhosa.
  • O caso é visto no contexto do gerrymandering, prática de redesenho de distritos para favorecer um conjunto político, com impacto em eleições de meio de mandato.

Entidades de direitos civis dos EUA denunciam golpe eleitoral após decisão da Suprema Corte que derrubou o mapa de Louisiana. A decisão de maioria conservadora alterou o entendimento sobre a Lei dos Direitos de Voto, citando uso excessivo de critérios raciais no desenho dos distritos. O objetivo alegado é redefinir a composição do Congresso estadual.

Derrick Johnson, presidente da NAACP, afirmou que a democracia dos EUA clama por socorro e que o veredito abre espaço para políticos manipularem o sistema, silenciando comunidades inteiras. Outras lideranças criticaram a pressão sobre o voto racial ao redefinir distritos.

O veredito, por seis votos a três, aponta que o mapeamento de Louisiana foi feito com peso excessivo de fatores raciais, o que obrigará a alteração de dois distritos de maioria negra. A mudança pode reconfigurar a bancada estadual e favorecer diferentes blocos partidários.

Pouco depois, o governador de Louisiana, Jeff Landry, cancelou as primárias marcadas para 16 de maio para permitir ajustes nos mapas antes da votação. Analistas avaliam que a mudança pode favorecer os republicanos em meio ao desgaste de popularidade do presidente Trump.

Trump celebrou a decisão na Casa Branca e, pela rede social, agradeceu a Landry pela rapidez em corrigir a suposta inconstitucionalidade dos mapas. Em tom similar, incentivou mudanças em distritos de outros estados para beneficiar os republicanos.

As lideranças democratas disseram que vão atuar para evitar a perda de representação e reduzir impactos do gerrymandering nas eleições de meio de mandato de novembro. A prática tem ganhado força em estados como Texas, Flórida, Califórnia e Missouri, segundo análises de veículos e organizações civis.

A ACLU classificou a decisão como vergonhosa e lembrou que a Lei dos Direitos de Voto é a espinha dorsal de uma democracia multirracial. A organização destacou que eleitores devem escolher seus representantes, não políticos que limitam o direito de voto.

Entenda o gerrymandering

No modelo distrital dos EUA, cada distrito elege um representante por maioria. A redistribuição de Limites busca criar áreas com maior probabilidade de favorecer um grupo político. Em alguns casos, redesenhos podem dividir populações negras ou latinas entre distritos diferentes, enfraquecendo a influência de minorias.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais