- O Departamento de Justiça tem buscado cópias completas das listas de registro de eleitores, processando 30 estados e o Distrito de Columbia por não entregarem os dados solicitados.
- Estados controlados pelo Partido Republicano, incluindo Utah, West Virginia, Geórgia, Kentucky e Idaho, recusam-se a fornecer os dados, citando autoridade de administração eleitoral local, segurança de dados e leis de privacidade.
- Os dados solicitados incluem informações sensíveis como números de carteira de motorista e parte do número de seguridade social; o DOJ mudou de tom ao dizer que planeja compartilhar dados com o Departamento de Segurança Interna para verificação de cidadania, gerando controvérsia.
- Alguns estados conservadores, como Mississippi, Dakota do Sul e Tennessee, já entregaram as informações solicitadas, mas sem assinar um memorando que assegure a purga de eleitores inelegíveis em até quarenta e cinco dias.
- Especialistas apontam que a pressão federal pode criar tensão entre autoridades eleitorais estaduais e o público, levantando preocupações sobre interferência federal nas eleições de 2026.
O Departamento de Justiça dos EUA enfrenta resistência de estados tradicionalmente alinhados com o partido republicano na tentativa de obter listas de eleitores. Até 1º de abril, o DoJ processou 30 estados e o Distrito de Columbia por não fornecer cópias completas dos registros de eleitores. A ofensiva enfrentou derrotas judiciais em várias jurisdições, além de objeções em estados muito conservadores.
Os recursos apresentados por esses estados destacam autoridade constitucional sobre a administração eleitoral, além de preocupações com segurança de dados e privacidade. O DoJ solicita dados sensíveis, como números de habilitação e parte de números de seguro social, o que alimenta o debate sobre o que é permitido aos poderes federais.
Embora o DoJ tenha sugerido, em Rhode Island, a possibilidade de compartilhar os dados com o Departamento de Segurança Interna para validação, mensagens internas e ações judiciais recentes indicam intenções de cruzar informações com bancos de dados federais. Analistas apontam que esse conjunto de dados pode, no futuro, ser usado para verificar cidadania.
Entre os que resistem, estados como Utah, West Virginia, Georgia, Kentucky e Idaho afirmam que a solicitação não encontra base legal suficiente e que expõe informações de eleitores a riscos. Os secretários de estado ressaltam que as leis estaduais protegem dados sensíveis e que a entrega violaria normas locais.
Em Utah, o secretário de Estado declarou que o DoJ não tem direito legal para coletar informações privadas de cidadãos e que o estado manterá a proteção de direitos eleitorais. Em West Virginia, o secretário de estado afirmou que a lei estadual permite apenas dados em formato redigido e não autoriza a divulgação de informações protegidas.
Idaho também expressou preocupações sobre manejo inadequado de dados sensíveis, como números de seguro social. O secretário de estado destacou o risco de repasse de informações a terceiros e enfatizou a necessidade de duty legal claro para justificar qualquer compartilhamento.
Especialistas lembram que alguns estados conservadores já entregaram parte dos dados solicitados, porém sem assinar memorando de entendimento para purga de eleitores inelegíveis. Observadores veem nisso uma tendência de cautela frente a intervenções federais e possíveis impactos em eleições futuras.
Fontes indicam que a linha entre segurança de dados e interesses eleitorais permanece conflituosa. O DoJ sustenta que a coleta busca fortalecer a integridade eleitoral, enquanto governos estaduais enfatizam soberania e proteção de informações de eleitores.
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