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Governo pressiona empregados para derrubar escala 6×1 após derrota no Congresso

Governo aposta na pressão dos trabalhadores para aprovar a redução da jornada, fim da escala 6x1, ainda neste semestre

No dia do Trabalho o movimento VAT (Vida Além do Trabalho) e outras entidades fizeram manifestação pelo fim da escala de trabalho 6x1 na praça Roosevelt, na capital paulista
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  • Governo aposta na pressão de trabalhadores para que o Congresso vote o fim da escala 6×1 antes das eleições, com atos em São Paulo e no Rio no 1º de maio.
  • A proposta do governo prevê jornada máxima de 40 horas semanais sem redução salarial e pelo menos dois dias de descanso por semana.
  • Ministros destacam que cabe à sociedade cobrar a aprovação; o Planalto afirma haver urgência e aposta que a 6×1 seja enterrada ainda neste ano.
  • A mobilização acontece após derrotas recentes no Congresso: bloqueio da indicação de Jorge Messias ao STF e derrubada do veto ao projeto da dosimetria dos condenados nos atos de 8 de janeiro.
  • Atos reuniram figuras como Sérgio Nobre, Simone Tebet e Marina Silva; houve manifestações no ABC paulista e no Rio, com participação de entregadores de aplicativo e trabalhadores.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a pressão sobre o Congresso para votar o fim da escala 6×1 antes das eleições. Atos em São Paulo e no Rio de Janeiro, no 1º de Maio, mobilizaram trabalhadores e entidades pela redução da jornada, sem perda de salário.

A ideia, defendida após duas derrotas legislativas recentes — a indicação de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto ao PL da dosimetria — é retomar fôlego político. O Planalto propõe uma jornada de 40 horas semanais, com pelo menos dois dias de descanso.

Ministros destacam que o debate já foi aberto e que a responsabilidade pela aprovação está com a sociedade. A gestão afirma que não há conflito entre o projeto de lei de Lula e as PECs em tramitação, e que a pauta deve avançar ainda neste semestre.

Mobilização e a atuação do movimento

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforça que a sociedade precisa pressionar o Congresso para votar a redução da jornada, mantendo o salário. Aliados lembram que a pauta pode abrir espaço para alinhar setores sindicais e políticos.

O secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos, aposta em derrubar a escala ainda neste ano, com urgência no trâmite do projeto enviado pelo governo. A agenda de 1º de Maio teve apoio de sindicatos e movimentos populares.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e lideranças de partidos defendem que a mobilização mantenha o foco na votação ainda neste mês. Diretores afirmam que a agenda é prioritária para ampliar descanso e reduzir desigualdades.

Regiões e pontos de manifestação

Em São Paulo, o ato ocorreu na praça Roosevelt, com participação de trabalhadores de diversas categorias. O VAT informou que o movimento busca coordenar ações no país e manter a pressão até a votação.

No ABC, o Sindicato dos Metalúrgicos organizou uma agenda com a presença de figuras públicas, entre elas ex-ministros, para sustentar a pauta. A mobilização destacou a percepção de desigualdade de gênero associada à carga de trabalho.

No Rio, entregadores de apps juntaram-se a movimentos sociais em Copacabana, ampliando o conjunto de apoiadores. As ações buscaram consolidar o apoio à PEC que avança no plenário.

No fim do dia, relatos de confrontos pontuais entre manifestantes e forças de segurança apareceram em diferentes pontos, sem que houvesse registro de incidentes graves. As autoridades ressaltaram a necessidade de segurança e diálogo.

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