- Fernando Haddad classificou de inadmissível o empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em pesquisas, dizendo que só poderia ser explicado por uma “lavagem cerebral coletiva”.
- O ex-ministro destacou um “contraste grande” entre Lula e Flávio e afirmou que a oposição não está preocupada com a democracia.
- Pesquisas apontam empate técnico entre os dois em cenários de segundo turno: Genial/Quaest apontam 40% a 42%, e Datafolha indica empate no primeiro turno com 39% versus 35%.
- Haddad informou que, no dia a dia da política, a democracia é essencial para discutir propostas como redução da jornada de trabalho e participação nos lucros; criticou opositores por supostos ataques à democracia.
- Em São Paulo, Haddad participou de ato da Força Sindical e não definiu quem será vice nem quem compõem as vagas ao Senado da chapa, mencionando a necessidade de consenso entre os apoiadores.
O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, classificou como inadmissível o empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em pesquisas de intenção de voto. Ele afirmou, em evento em São Paulo, que o quadro só poderia ser explicado por uma lavagem cerebral coletiva.
Haddad enfatizou um contraste entre Lula e Flávio Bolsonaro, destacando que a oposição não estaria demonstrando preocupação com a democracia. O tom foi definido durante ato promovido pela Força Sindical, em homenagem ao Dia do Trabalhador.
Desempenho nas pesquisas
Em levantamento Genial/Quaest, divulgado em 15 de abril, Lula tinha 37% e Flávio 32% no primeiro turno, com empate técnico no segundo turno, pela margem de erro de dois pontos. O resultado indica competição acirrada entre os pré-candidatos.
Outro levantamento, Datafolha, divulgado em 11 de abril, aponta Lula com 39% no primeiro turno e Flávio com 35%, também em empate técnico no eventual segundo turno, com margem de erro de dois pontos.
Desafios democráticos
No mesmo evento, Haddad afirmou haver um desafio cívico a cumprir nas eleições, defendendo a democracia construída por trabalhadores. Ele ressaltou que a agenda democrática seria essencial para temas como redução da jornada de trabalho e isenções de participação nos lucros.
Atos golpistas
O ex-ministro avaliou derrotas do governo Lula no Senado como episódio relevante, citando a aprovação de benefícios aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. Segundo Haddad, tais episódios representam avanços da impunidade.
Chapa em SP
Durante o ato, Haddad ficou acompanhado pelas ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, que são candidatas ao Senado, além do ex-ministro Márcio França, também candidato ao Senado. Haddad sinalizou que as composições da chapa serão discutidas para chegar a um denominador comum.
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