- A imprensa francesa destaca o derrubamento do veto presidencial ao PL da Dosimetria pelo Congresso, que reduz a pena de Jair Bolsonaro, condenado a vinte e sete anos por tentativa de golpe.
- A decisão ocorreu na quinta-feira, um dia após o veto ser mantido por Lula, e ocorre a seis meses das eleições em que o presidente busca um quarto mandato.
- Le Monde relata celebração de deputados conservadores ao vivo, enquanto parlamentares de esquerda alertam para riscos à democracia.
- A matéria lembra que houve também a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, acentuando a derrota de Lula em 24 horas.
- A reportagem cita que a redução de penas pode beneficiar outros condenados por atos de 8 de janeiro de 2023, com o objetivo de alterar o cálculo das penas.
Os jornais franceses repercutem a decisão do Congresso Nacional de derrubar, na quinta-feira 30, o veto presidencial ao PL da Dosimetria. A medida reduz a pena de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe. A notícia surge a seis meses das eleições em que Lula, de 80 anos, busca um quarto mandato.
O Le Monde descreve a reação dos deputados conservadores ao anúncio, com aplausos no plenário. Parlamentares de esquerda alertam para riscos à democracia em meio a lembranças do período da ditadura militar. Lideranças do PT vieram a público para sustentar a defesa institucional.
Segundo France 24, a reação incluiu a tentativa de responsabilizar o governo pela decisão, destacando que a dosimetria também pode favorecer condenados pela atuação em 8 de janeiro de 2023. A leitura dos franceses foca no impacto político para a disputa presidencial.
O La Croix reportsa que, na Câmara, houve votação de 318 a 144 a favor da mudança no cálculo das penas, com aprovação também no Senado. Lula tinha vetado o PL da Dosimetria em janeiro. A decisão altera prazos e potenciais benefícios a condenados por golpes.
A imprensa francesa cita depoimentos de dirigentes brasileiros. Flávio Bolsonaro afirma que a decisão é uma vitória para o governo e para a base de apoiadores. Já Gleisi Hoffmann critica a medida, associando-a ao risco de repetir movimentos autoritários.
Dados oficiais apontam que, sob as regras anteriores, Bolsonaro, com 71 anos, poderia ter visto restrições de benefício até 2033. A nova lei encurta esse intervalo, ampliando possibilidades de redução de pena. É o quarto front jurídico relevante para a corrida eleitoral.
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