- Messias deve se encontrar com o presidente Lula nos próximos dias para decidir se permanece à frente da Advocacia-Geral da União (AGU).
- A definição sobre a continuidade no cargo deve sair da conversa com o presidente; o AGU está em período de reflexão.
- A indicação para o Supremo Tribunal Federal foi rejeitada pelo Senado: 42 votos contrários e 34 favoráveis; eram necessários ao menos 41 votos.
- O episódio amplia a crise entre o governo de Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que resistia ao nome de Messias.
- O governo suspeita de traição na votação, especialmente da bancada do MDB, que votou secretamente e dificulta mapear os votos.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias para decidir se permanece ou deixa à frente da Advocacia-Geral da União (AGU). A decisão deve sair após o encontro, segundo interlocutores.
Ainda não há definição sobre o cargo, em meio a um cenário de reflexão na AGU. O governo foi pego de surpresa pela rejeição do Senado à indicação para o STF, que não ocorria desde 1894, no governo de Floriano Peixoto.
Messias já havia sido aprovado pela CCJ em 16 votos a 11, após mais de oito horas de sabatina. No plenário, porém, o placar foi desfavorável: 42 votos contrários e 34 favoráveis. A indicação precisava de ao menos 41 votos.
Contexto político
A derrota gerou atrito entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O parlamentar teria atuado para barrar o nome, defendendo Rodrigo Pacheco para a vaga. Testemunhas indicam que Alcolumbre orientou colegas a votarem contra, horas antes da votação em plenário.
Desdobramentos e impactos
O governo suspeita de traição, especialmente na bancada do MDB, uma das maiores do Senado. O MDB ocupou três ministérios na gestão atual, e a votação foi secreta, dificultando o mapeamento de votos contrários pela base governista. A análise interna deve orientar próximos passos de Messias.
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