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MP denuncia Marcinho VP, esposa e Oruam por crime organizado e lavagem de dinheiro

MP denuncia Marcinho VP, esposa e Oruam por organização criminosa e lavagem de dinheiro associadas à facção Comando Vermelho, com empresas usadas para ocultar recursos

O rapper Oruam | Reprodução
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  • O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, a esposa Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno e mais nove pessoas, por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • O grupo seria responsável pelo “branqueamento” de recursos do tráfico de drogas em comunidades do estado.
  • Marcinho VP, preso desde agosto de mil novecentos noventa e seis, ainda teria influência hierárquica na facção Comando Vermelho, coordenando recursos e expansão da organização.
  • Marcia Nepomuceno seria responsável pela gestão financeira do grupo, recebendo dinheiro em espécie de integrantes da facção; ela teria adquirido e administrado empresas, imóveis e fazendas para ocultar a origem ilícita dos recursos.
  • A denúncia resulta da Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Civil, e aponta um sistema de lavagem com fragmentação de valores por contas de terceiros para pagamento de despesas, compra de bens e ocultação patrimonial.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, a esposa Marcia Gama Nepomuceno e o filho Mauro Nepomuceno, além do cantor Oruam. Outras nove pessoas também foram acionadas por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A denúncia afere que o grupo atuava no “branqueamento” de recursos oriundos do tráfico de drogas em comunidades do estado. Os investigadores apontam que Marcinho VP ainda exerce influência hierárquica relevante na facção Comando Vermelho.

Marcinho VP teria coordenado recursos financeiros e estratégias de expansão da organização criminosa, mesmo após quase 30 anos de prisão. A promotoria sustenta que ele mantém controle sobre operações financeiras.

Marcia Nepomuceno é apresentada como responsável pela gestão financeira do grupo. Segundo o MP, ela recebia dinheiro em espécie de integrantes da facção, como Doca, Abelha e Pezão.

Para ocultar a origem ilícita, a denúncia afirma que Marcia adquiriu e administrou empresas, imóveis e fazendas. Os bens, segundo o MP, funcionariam como instrumentos de ocultação patrimonial.

A própria rede de lavagem incluiria a fragmentação de valores por meio de contas de terceiros e a circulação de recursos para pagamento de despesas e aquisição de bens. O objetivo seria manter o dinheiro fora da fiscalização.

A denúncia resulta da Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Civil na última quarta-feira, 29. Ao todo, foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão em diferentes endereços.

Segundo as investigações, o esquema utilizava estruturas empresariais para ocultar a origem criminosa de valores e financiava a manutenção da organização. As apurações continuam para traçar o itinerário financeiro completo.

Os denunciados respondem em conjunto pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, com apuração de participação de cada membro no esquema. A Justiça deverá analisar o recebimento da denúncia.

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