- A principal entidade trabalhista da Bolívia, a Central Trabalhista Boliviana (COB), declarou greve geral por tempo indeterminado, com mobilização, até atender as demandas.
- A COB cobra aumento de 20% do salário mínimo, revogação de reforma tributária para pequenos comerciantes, elevação de pensões e redução de salários de altos funcionários.
- Também pede limitar a exportação de alimentos para garantir abastecimento interno e revogar lei que altera o regime de pequenas propriedades agrícolas.
- A mobilização ocorreu em El Alto, com mais de mil trabalhadores, que entoaram que a luta é dura mas vencerão.
- O governo do presidente Paz criticou as reivindicações, lembrando que o salário mínimo já subiu 20% em janeiro; o país enfrenta inflação elevada e crise econômica.
A Central Trabalhista Boliviana (COB) declarou greve geral por tempo indeterminado, mobilização e cobrança de atendimentos às suas demandas. A paralisação envolve setores organizados pela COB em El Alto, com faixas, capacetes e atuação de trabalhadores.
A mobilização foi anunciada na sexta-feira, durante assembleia ao ar livre. Milhares de pessoas devem participar, sob sol forte em altíssima altitude, em repúdio a medidas do governo. O movimento exige aumento de 20% do salário mínimo.
Entre as reivindicações estão a revogação de uma reforma tributária para pequenos comerciantes, ampliação de pensões, redução de salários de altos funcionários e outras pautas de proteção social. A COB também pediu limites à exportação de alimentos para conservar o abastecimento interno.
O governo, liderado por Paz, recebeu as mensagens com cautela. Paz apresenta números de gestão anteriores, incluindo aumento de 20% no salário mínimo em janeiro, e afirma que a geração de empregos é condição para novos reajustes salariais.
Além da COB, outros setores têm organizado manifestações ao longo da semana, como transportadores, professores, mineiros, médicos e comunidades indígenas. A conjuntura aumenta a pressão sobre o governo e influencia o panorama político do país.
Paz, de 58 anos, chegou ao poder em novembro, após administrar governos anteriores de Evo Morales e Luis Arce. Crises envolvendo subsídios aos combustíveis, que foram eliminados, contribuíram para inflação elevada e quedas de reservas cambiais, ampliando o desafio econômico.
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