- Renan Santos, pré-candidato da Missão, disse à CNN Brasil que o Brasil precisa de um perfil legalista no STF.
- Ele criticou a ideia de neoconstitucionalismo defendida por Barroso, afirmando que ministros não devem inovar além da análise da Constituição.
- Segundo o político, a atuação de ações contribuiu para distorções na relação entre Judiciário e Legislativo.
- Ele defendeu uma composição baseada em discrição, ausência de familiares em escritórios, sem vaidade ou exposição pública, e com passado ilibado.
- Santos afirmou que, no mundo, as Suprema Courts costumam ser pouco conhecidas pelo público.
O pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (1º) que o Brasil precisa de um perfil legalista no STF. A declaração ocorreu durante a entrevista realizada pela emissora.
Segundo Santos, não se deve defender o que ele chama de neoconstitucionalismo, defendido por Barroso. Para ele, a ideia de que um ministro pode inovar além da leitura da Constituição compromete a função de jurista que analisa o texto normativo.
O político explicou que a relação entre Judiciário e Legislativo sofre distorções. Ele defende um perfil pautado pela tradição interpretativa clássica, com discrição, sem envolvimento em redes sociais e sem vínculos familiares que possam gerar conflitos de interesse.
Perfil desejado no STF
Entre os critérios apontados, Santos cita a ausência de vaidade pública, passado ilibado e participação no debate público apenas quando estritamente necessário. Em sua visão, essas características seriam a base para um STF mais saudável.
Ele ainda destacou que, ao redor do mundo, as cortes supremas costumam ter um desconhecimento público relativo dos ministros, mantendo o foco no trabalho técnico. A ideia é preservar a função jurisdicional com menos exposição midiática.
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