- O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, disse que não vê necessidade de resgate às companhias aéreas de baixo custo após o colapso da Spirit Airlines.
- Ele informou que as empresas têm acesso a recursos e, se precisarem, o governo pode ser credor de última instância, mas sugeriu buscar dinheiro nos mercados privados.
- Um grupo de companhias de baixo custo propôs US$ 2,5 bilhões em assistência do governo, via troca de bônus de subscrição por ações, para manter operações.
- A Association of Value Airlines pediu ao governo do presidente Donald Trump a criação de um pacote de liquidez de US$ 2,5 bilhões para cobrir custos maiores de combustível.
- A Airlines for America criticou a ideia de socorro às low-costs, dizendo que intervenção do governo premiaria empresas que não se autofinanciaram, prejudicando a igualdade de condições entre as companhias.
O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, afirmou que não acredita em necessidade de resgate estatal para companhias aéreas de baixo custo, mesmo após o colapso da Spirit Airlines. Segundo ele, as empresas têm acesso a recursos privados e podem recorrer ao governo apenas como credor de última instância.
Duffy disse ainda que o colapso da Spirit pode ter sido visto por outras companhias como oportunidade de obter financiamento público, mesmo sem necessidade premente. A fala ocorreu durante uma coletiva no aeroporto de Newark.
Entre as ações discutidas, um grupo de companhias de baixo custo, incluindo Frontier e Avelo, propôs converter bônus de subscrição em ações, totalizando US$ 2,5 bilhões em assistência ao governo. A ideia visa suprir custos adicionais com combustível.
A Associação de Companhias Aéreas de Baixo Custo confirmou terem pedido ao governo de Washington a criação de um pacote de liquidez de US$ 2,5 bilhões. O objetivo é cobrir aumentos nos custos com combustível, assegurando operações estáveis.
Pelo grupo, também houve pedido para suspensão do imposto federal de 7,5% sobre passagens e de US$ 5,30 por trecho. A isenção ajudaria a compensar parte do repasse do custo do combustível para tarifas.
Essa demanda surge em meio a impactos da guerra entre EUA e Irã, que elevou o preço do combustível de aviação, pressionando margens de lucro das empresas menores e expondo vulnerabilidades do setor.
Executivos de várias companhias de baixo custo se reuniram na semana passada com Duffy e com o administrador da FAA, Bryan Bedford, em Washington, para discutir a proposta.
A Airlines for America, que representa as maiores empresas de passageiros, rejeitou qualquer socorro às de baixo custo. A entidade argumenta que intervenção favorecería firmas que não cortaram custos e prejudicaria a competição com o privado.
A entidade ressalta que, a longo prazo, manter empresas com custo de capital elevado pode prejudicar concorrência, prejudicando consumidores e dificultando que companhias competitivas consigam financiamento privado.
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