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MP investiga uso de emendas para custear residência de candidato ao Pará

MP investiga uso de emendas para pagar casa de luxo de Alessandra Haber; empresas associadas à prefeitura de Ananindeua aparecem no negócio

O Ministério Público do Pará investiga a compra de uma casa de praia pela deputada federal Alessandra Haber
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  • Ministério Público do Pará investiga uso de emendas para pagar residência da deputada Dra. Alessandra Haber e do marido, ex-prefeito Daniel Santos, em Fortim, no Ceará.
  • Imóvel foi adquirido em 2024; parcelas não foram pagas pelo casal, mas por pessoas físicas e jurídicas, algumas ligadas à prefeitura de Ananindeua na época em que Santos era gestor.
  • Denúncia foi formalizada pela incorporadora do imóvel; Alessandra Haber atua como candidata ao governo estadual desde abril.
  • Em 2024, durante a gestão de seu marido, a parlamentar destinou quarenta recursos no total de R$ 17,5 milhões em emendas pix para a prefeitura de Ananindeua; parte financiou obras de drenagem, e em 20 de dezembro a prefeitura pagou R$ 2,99 milhões a uma empreiteira, que transferiu R$ 500 mil para a incorporadora da casa.
  • O portal R7 tenta contato com a parlamentar; o espaço permanece aberto.

A investigação do Ministério Público do Pará aponta uso de emendas parlamentares para financiar a residência de luxo de uma candidata ao governo do Pará. A deputada Dra. Alessandra Haber (MDB-PA) e o marido, o ex-prefeito Daniel Santos, são os principais alvo da apuração. O imóvel fica em Fortim, Ceará, e não houve pagamento de parcelas pelo casal.

Conforme apurações, o imóvel foi adquirido em 2024, mas as parcelas foram pagas por pessoas físicas e jurídicas, incluindo empresas com vínculos contratuais com a prefeitura de Ananindeua, na época em que Santos era gestor. A denúncia partiu da própria incorporadora do imóvel.

Segundo as investigações, em 2024, durante a gestão de Santos, a deputada destinou R$ 17,5 milhões em emendas pix para a prefeitura de Ananindeua. Parte desse montante teria custeado obras de drenagem, e no dia 20 de dezembro houve pagamento de R$ 2,99 milhões a uma empreiteira. Na mesma data, a empresa transferiu R$ 500 mil para a incorporadora da casa.

Envolvidos e próximos passos

O montante total, as destinatárias das emendas e as ligações entre as empresas envolvidas são objetos de análise do MP. O R7 busca ouvir a parlamentar para esclarecer os fatos, mas as tentativas de contato seguem sem resposta até o momento. A apuração corre sob sigilo.

As informações indicam que o caso envolve repasse de recursos públicos para terceiros por meio de emendas, com foco em transações que ligam a administração municipal à aquisição do imóvel. O Ministério Público deve apresentar desdobramentos conforme coleta de provas avança.

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