- O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato pelo Novo, defendeu que crianças possam trabalhar no Brasil, em podcast no Dia do Trabalho.
- Zema afirmou que, no exterior, crianças entregam jornais por remuneração, e pregou que a proibição no Brasil escraviza as crianças; disse acreditar que a regra pode mudar.
- Ele disse ter trabalhado desde os 14 anos, acompanhando o pai e ajudando em atividades de fabricação, e sugeriu que jovens possam colaborar com tarefas simples.
- A Constituição proíbe qualquer trabalho a menores de 16 anos, com exceção de menor aprendiz a partir de 14; a CLT estabelece condições para não prejudicar formação e estudo.
- No cenário das eleições, Zema mantinha cerca de 4% das intenções de voto segundo a Datafolha de abril, com disputas políticas em tom de pré-campanha e possíveis conversas sobre composição de chapa.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à presidência pelo Novo, defendeu que crianças podem trabalhar no Brasil. A declaração foi feita durante o podcast Inteligência Ltda, no dia 1º de maio, Dia do Trabalho. Zema argumentou que, no exterior, crianças entregam jornais e recebem uma pequena remuneração, criticando o marco atual no Brasil.
Ele destacou que começou a trabalhar aos 14 anos e acompanhava o pai durante o dia, ajudando a contar parafusos, porcas e a embrulhar peças. Afirmou que a ideia de que os jovens não podem trabalhar é uma visão criada pela esquerda, e disse que, embora o estudo seja prioritário, jovens podem auxiliar com tarefas simples.
Contexto legal e posicionamentos
A Constituição Federal proíbe o trabalho de menores de 16 anos, com exceção do menor aprendiz a partir dos 14 anos. A CLT estabelece condições para o trabalho de menores, assegurando que atividades não prejudiquem a formação, desenvolvimento ou a frequência escolar. A Folha entrou em contato com a equipe de Zema, sem retorno até o momento.
No cenário eleitoral, Zema figura com cerca de 4% de intenção de voto, segundo Datafolha de abril. O pré-candidato tem sido alvo de ataques e vídeos satíricos envolvendo ministros do STF, em meio às disputas políticas. A depender da dinâmica, há especulações sobre possível composição na chapa de Flávio Bolsonaro, com a manutenção da candidatura de Zema sendo reiterada pela maioria de seus apoiadores.
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