- Aliado de Ricardo Couto, o desembargador Henrique Figueira chamou de “limpeza” as medidas adotadas pelo governador interino do Rio de Janeiro, incluindo corte de gastos, demissão de comissionados e auditorias de contratos.
- Couto acumula as funções de governador interino e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o que tem causado críticas e gerado debates sobre a separação de poderes.
- O STF manteve Couto no comando do governo do estado após liminar de Cristiano Zanin, e a Alerj cogitou indicar Douglas Ruas para a chefia, decisão que foi suspensa pelo tribunal.
- Há rumores nos bastidores de que Couto pode concorrer a uma vaga no Superior Tribunal de Justiça, com ministros do TJ-RJ sendo parceiros-chave na indicação, caso surjam três vagas abertas.
- Figueira afirmou que, no momento, Couto não é candidato e que ele deve manter o foco na gestão do TJ até o fim do mandato; o STF ainda não definiu a lista final de aprovados para as vagas.
O aliado e amigo de Ricardo Couto, Henrique Figueira, descreve as ações do governador interino do Rio de Janeiro como uma limpeza administrativa. Couto, presidente do TJ-RJ e ocupante interino do governo, tem sido alvo de atentos desdobramentos judiciais e políticos desde março.
Figueira, ex-presidente do TJ-RJ e do TRE-RJ, afirmou que as medidas incluem corte de gastos, exonerações de comissionados e auditorias de contratos. O objetivo, segundo ele, é eliminar vieses políticos e melhorar a gestão pública.
Couto assumiu o cargo interino após a renúncia de Cláudio Castro, recebendo uma liminar do STF para manter a chefia do Executivo. O ministro Cristiano Zanin já afirmou manter Couto no posto até nova deliberação.
Contexto institucional
O STF discute, desde março, se deve ocorrer eleição indireta para definir o substituto de Castro. O plenário já votou pela continuidade de Couto, mas a decisão está suspensa por visto do ministro Flávio Dino.
Ainda segundo fontes do Judiciário, Couto despacha tanto no TJ-RJ quanto em questões do Executivo, evitando assuntos que envolvam disputas políticas. A prática é alvo de críticas entre setores do próprio TJ-RJ.
Porto de articulações políticas
Em tom crítico, o senador portador de laços com o Rio afirmou que a situação representa um estado judiciário de exceção. Ele pediu eleição indireta por meio da Alerj e apontou impactos da permanência de Couto no governo.
Figueira rejeitou a ideia de articulação com o PSD, PT e STF para impedir Ruas de assumir. Afirmou que o STF mantém independência e não seria influenciado por pressões políticas.
Sobre a trajetória de Couto
O desembargador também ressaltou que Couto pode delegar atos rotineiros à desembargadora Sueli Lopes Magalhães, mantendo a continuidade administrativa. A gestão dele é acompanhada de perto por setores do Judiciário e pela imprensa.
Couto chegou ao cargo interino com apoio do STF e permanece sob decisão ainda não tomada pela corte, em vista de recursos e vistas que mantêm a situação em suspenso.
Rumores sobre o STJ
A hipótese de uma candidatura de Couto ao STJ volta a ganhar força nos bastidores. Há uma vaga aberta, correspondente a um ministro do TJ-RJ, além de possibilidades geradas pela aposentadoria de Og Fernandes e por eventual saída de Marco Buzzi.
Fontes do TJ-RJ indicam apoio de ao menos um grupo de ministros ao nome de Couto, enquanto outros indicam apoio a Mauro Martins ou a Bellizze. Couto, oficialmente, nega a candidatura no momento.
Perspectivas
Especialistas apontam que, caso surjam três vagas, o STJ pode formar uma lista tríplice ampliada ou uma lista de quatro a cinco nomes, para ampliar opções de escolha. A decisão final depende da abertura de novas vagas e do crivo político e institucional.
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