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Apenas 3% dos presos provisórios votaram nas últimas eleições

Apenas 3% dos presos provisórios votaram em 2022; em 2024 a participação segue baixa, devido a poucas sessões eleitorais e entraves burocráticos, com cerca de 6.000 aptos

O direito de essas pessoas votarem está estabelecido na Constituição Federal
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  • Em 2022, apenas 3% das pessoas presas provisórias e de adolescentes internados exerceram o direito de voto; em 2024, a participação foi ainda menor nas eleições municipais.
  • O baixo registro se deve a poucas sessões eleitorais projetadas e instaladas em estabelecimentos prisionais e socioeducativos.
  • Entre 2022 e 2024, o número de aptos a votar caiu de cerca de 13 mil para 6 mil, mesmo com mais de 200 mil presos provisórios no país.
  • Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam 200,4 mil presos provisórios em abril de 2026 e 11.680 adolescentes em meio fechado (janeiro de 2025).
  • O prazo para alistamento ou transferência de título para votar na sessão onde estiver termina em 6 de maio; o direito está previsto na Constituição Federal.

Apesar de o direito ao voto de presos provisórios e adolescentes internados estar garantido pela Constituição, a participação eleitoral tem sido baixa neste ano. A principal barreira é a pouca disponibilidade de sessões eleitorais em estabelecimentos prisionais e socioeducativos, aliada à documentação incompleta de muitos votantes em confinamento temporário.

Dados da Defensoria Pública da União indicam que, na eleição de 2022, apenas 3% dessas pessoas exerceu o direito de voto. Em 2024, o número aparece ainda menor, segundo o advogado Ariel de Castro Alves, da OAB-SP, em entrevista à Rádio Nacional. A redução ocorre mesmo com quase 200 mil presos provisórios no país.

A burocracia aparece como principal entrave à participação eleitoral dos presos. Em abril de 2026 havia 200,4 mil presos provisórios, segundo o CNJ, e 11.680 adolescentes em meio fechado no Brasil, conforme Painel de Inspeções no Socioeducativo de janeiro de 2025. A agenda de alistamento termina no dia 6 de maio.

Causas e contexto

Por que isso ocorre? A limitação de sessões projetadas e instaladas nos estabelecimentos prisionais dificulta o acesso ao voto. Além disso, muitos detentos ainda não possuem a documentação necessária para o alistamento ou transferência de título, o que restringe ainda mais a participação.

Para especialistas, a complexidade burocrática e a falta de estrutura para atender eleitores confinados pesam sobre a atividade eleitoral. O direito, previsto na Constituição, não é suficiente para garantir participação ampla sem condições logísticas adequadas.

Dados oficiais

O número de presos provisórios no Brasil soma 200,4 mil, conforme o CNJ. Já o universo de adolescentes internados fica em torno de 11,7 mil, de acordo com dados socioeducativos. A combinação de esses contingentes com a ausência de sessões dificulta a participação nas eleições.

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