- Augusto Cury, médico psiquiatra e escritor, mira a pré-candidatura à Presidência pelo Avante, defendendo a pacificação nacional e uma mudança no rumo político do Brasil.
- Propõe reformas estruturais, incluindo fim da vitaliciedade no STF, idade mínima de entrada de 50 anos, redução da notoriedade do voto e presidência compartilhada com um primeiro-ministro em um regime semi-parlamentar.
- Quer ações para reduzir a polarização, ampliar oportunidades para jovens (aproximadamente 8 milhões que não trabalham nem estudam) e valorizar professores, além de criar mecanismos para proteção de mulheres, como um “botão do pânico”.
- Defende investimentos para dobrar a produção de alimentos em 10–12 anos, com financiamento a juros justos e medidas para enfrentar a IA e a robótica, além de criar milhares de clubes de empreendedores nas comunidades.
- Sobre economia e governo, admite a possibilidade de anistiar parte de processos envolvendo 8 de janeiro e Jair Bolsonaro, critica gastos públicos e sugere uma gestão mais enxuta com participação de profissionais de fora do governo, incluindo apoio a um leque de economistas de alto nível.
Augusto Cury, psiquiatra e escritor, trabalha para viabilizar uma pré-candidatura à Presidência pelo Avante, buscando levar ao eleitor a ideia de que o Brasil está emocionalmente adoecido, o que alimenta polarização e radicalismo. A meta é apresentar um projeto de Brasil, não apenas uma carreira.
Em entrevista ao CB.Poder Especial, parceria entre Correio e TV Brasília, Cury expõe propostas que unem saúde mental com reformas estruturais. Ele defende a redução do poder concentrado no Executivo e mudanças no STF, além de defender o semiparlamentarismo para acelerar a gestão pública.
O pré-candidato destaca que pretende governar por quatro anos, com foco na pacificação nacional, valorização de professores e proteção às mulheres. Entre as ações, cita um possível botão de pânico via aplicativo para a atuação policial rápida.
Propostas centrais e reformas
Cury afirma que a principal reforma envolve o STF, defendendo fim da vitaliciedade, restrição de idade para entrada e redistribuição de membros. Propõe ainda menor protagonismo do presidente na indicação, com escolha feita por entidades da magistratura, MP e OAB.
Ele também propõe criação de milhares de clubes de empreendedores em comunidades, com um Banco do Empreendedor para financiar microempresas. A ideia é preparar o país para avanços da IA e robótica, evitando perdas de empregos.
O ex-autor de best-sellers afirma que a harmonia entre os Três Poderes está quebrada por interesses pessoais e sugere maior foco no Brasil. A prioridade, segundo ele, é reduzir o ego político e valorizar o trabalho público, com ações objetivas no dia a dia.
Governo, economia e alianças
Sobre governar com um partido pequeno, Cury afirma ser hábil em negociação e propõe um modelo parlamentarista de fato, com um Primeiro-Ministro cuidando da gestão diária e o presidente tratando de políticas de Estado. A ideia é reduzir o risco de crises orçamentárias.
No âmbito econômico, o candidato aponta a necessidade de atrair investimentos externos e reduzir juros, defendendo a participação de fundos soberanos. Abertura de crédito em dólar seria citada como medida para sustentar agricultura e indústria.
Quando questionado sobre o apoio a nomes como Paulo Guedes, ele diz que não basta um único ministro, sendo necessária uma equipe de alto nível para tornar o governo eficiente, enxuto e técnico.
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