- A Câmara fará duas sessões extras nesta semana para acelerar a tramitação do projeto que prevê o fim da escala 6×1.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, quer votar a proposta ainda neste mês de maio, segundo a analista Larissa Rodrigues, da CNN.
- Estão programadas audiências públicas em estados com participação de deputados locais e do relator Leo Prates, para discutir ajustes no texto; o primeiro evento é em sete de maio, em João Pessoa, na Paraíba.
- Há disputa de autoria entre o Palácio do Planalto e Hugo Motta, que busca ser reconhecido como o responsável pelo avanço da ideia.
- A analista aponta que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que reformula a carga de trabalho pode se tornar o principal legado de Motta à frente da Câmara.
A Câmara dos Deputados deverá realizar duas sessões extras no plenário nesta semana para avançar a tramitação do projeto que prevê o fim da escala 6×1. A informação foi confirmada pela analista de política Larissa Rodrigues, na edição do Agora CNN deste domingo.
A expectativa é votar o texto ainda neste mês de maio. A leitura é de que a pauta pode ganhar ritmo antes do início do segundo semestre, quando as campanhas ganham força nas disputas eleitorais.
Audiências públicas nos estados
Audiências públicas devem ocorrer em diversas regiões com a participação de deputados locais e do relator do projeto, Leo Prates. O objetivo é discutir possíveis ajustes no texto com a indústria e empresários regionais.
Segundo fontes próximas, o primeiro evento está marcado para 7 de maio, na cidade de João Pessoa, na Paraíba. A capital de Hugo Motta, contudo, pode servir de ente motivador para as sessões.
Disputa de paternidade e legado político
Existe disputa entre o Palácio do Planalto e Hugo Motta pela autoria da proposta. Ao forçar debates iniciando pelo estado, Motta busca reconhecimento pelo movimento que avança o fim da escala 6×1.
A analista destacou que é comum entre presidentes da Câmara vincular grandes reformas ao próprio mandato. A defesa da PEC deve ser vista como possível legado de Motta à frente da Casa.
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