- Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) disputam o governo de São Paulo, com divergências sobre privatização da Sabesp e políticas de segurança pública.
- A Sabesp foi privatizada em junho de 2024, com 32% das ações transferidas ao setor privado; o governo mantém atuação minoritária, com metas de universalização até 2030 e investimentos de R$ 66 bilhões; STF negou ações contra a privatização.
- Em pré-campanha, Haddad associa efeitos negativos da privatização à população; Tarcísio defende que a desestatização era necessária para evitar perdas de mercados e manter escala.
- Investimentos do estado também são tema, com Haddad acusando o governo federal de esconder obras como o Trem Intercidades e a expansão do metrô; Tarcísio diz que há disputa pela paternidade dessas obras.
- No campo eleitoral, a pesquisa Genial/Quaest aponta preferência do eleitorado por Tarcísio (trinta e oito por cento) frente Haddad (vinte e seis por cento) no cenário estimulado; há indefinição de chapas para o Senado e nomes cotados em ambos os lados.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) aprofundam a disputa pelo comando de São Paulo, com foco em privatizações, segurança pública e a definição de chapas para o Senado. A pré-campanha aponta diferenças sobre a Sabesp e as políticas de Estado. Ambos prometem brigar pela paternidade de investimentos.
A Sabesp, privatizada em junho de 2024, permanece no centro das críticas de Haddad e no capital político de Tarcísio. A venda envolveu 32% das ações ao setor privado por 14,7 bilhões de reais, com compromissos de universalização até 2030 e investimentos de 66 bilhões. A ação foi contestada no STF, mas rejeitada.
A relação entre as candidaturas inclui balanços sobre contratos e credenciais com obras federais. Haddad afirma que o PT respeita contratos, ainda que reconheça diferenças com o governo. Tarcísio defende a privatização como indispensável para manter serviços em escala e proteger a competitividade do estado.
O que muda em termos de água e saneamento
Tarcísio destaca transposição de bacias, interligações de reservatórios e gestão de demanda noturna como estratégias de economia de água, alegando ganho de quase 85 bilhões de litros. Haddad aponta que uma desestatização não ocorreu no governo dele, mas reforça respeito a contratos firmados.
Investimentos e disputas internas
Os dois disputam a “paternidade” de grandes investimentos no estado, como o Trem Intercidades, a expansão do metrô de São Paulo, o túnel Santos-Guarujá e o hospital inteligente da USP. Haddad acusa o governo de ocultar investimentos; Tarcísio reage afirmando que há tentativa de se apropriar de obras públicas.
Cenário eleitoral e perspectivas para o Senado
A pesquisa Genial/Quaest mostra Tarcísio com 38% das intenções de voto no primeiro turno, frente a 26% de Haddad, em cenário estimulado. A indefinição das chapas para o Senado persiste. Entre os cotados do PL estão André do Prado, Mário Frias e Rosana Valle, com apoio de figuras nacionais.
Sobre segurança pública
O tema da violência aparece como um problema para eleitores. Tarcísio defende linha dura na polícia e na área de Segurança Pública, dirigida por Guilherme Derrite, pré-candidato ao Senado. Haddad, alinhado ao governo federal, sustenta ações de inteligência no combate ao crime organizado.
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