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Análise questiona diferenças de saúde mental entre esquerda e direita

Estudo associa ideologia de esquerda a pior saúde mental e mais diagnósticos, enquanto a direita aparece com maior bem-estar, com ressalvas sobre a amostra

Diversas pesquisas mostram relação entre a esquerda e os diagnósticos de psicopatologias. (Foto: Paulo Pinto / Arquivo / Agência Brasil)
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  • Estudo aponta que, quanto mais à esquerda, piora o bem-estar e aumentam indicadores de saúde mental adversos, como depressão e ansiedade, mesmo após considerar idade, sexo e raça.
  • Entre os diagnósticos, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e transtorno de ansiedade generalizada (TAG) foram preditores consistentes da ideologia de esquerda.
  • Modificações corporais como cabelo tingido e piercings, especialmente no septo nasal ou órgãos genitais, foram associadas à esquerda, interpretadas como sinal de abertura a experiências não normativas.
  • Há giro oposto em relação à direita: em geral, a direita associada a melhor saúde mental, com menor prevalência de diagnósticos clínicos, embora haja um achado sugestivo, mas estatisticamente fraco, de que transtornos do espectro esquizoide poderiam predizer orientação à direita.
  • Outros levantamentos, incluindo o Pew, indicam que esquerdistas apresentam mais diagnósticos de problemas de saúde mental, mas a prática religiosa pode reduzir diagnósticos em ambos os lados, mantendo efeito reparador.

A pesquisa analisa a relação entre inclinação política e saúde mental. O estudo aponta que quanto mais à esquerda, mais precária é a saúde mental em alguns indicadores, como bem estar e sintomas de depressão e ansiedade. E, inversamente, quadros mentais mais graves tendem a associar-se a posições políticas à esquerda.

Entre os diagnósticos, TDAH e TAG aparecem como preditores consistentes da ideologia de esquerda entre os participantes, mesmo após controlar idade, sexo e raça. Historicamente, a relação varia conforme a amostra e os métodos, mas a associação persiste em diversos cenários.

Modificações corporais também aparecem na análise. Cabelos tingidos de cores não naturais e certos tipos de piercings aparecem com maior frequência entre pessoas de esquerda. Os autores interpretam isso como expressão de abertura a experiências não normativas.

Resultados dos estudos

Os pesquisadores discutem que conservadorismo tende a associar-se a valores tradicionais, autocontrole e coesão social, enquanto o progressismo pode envolver maior abertura a desvios normativos. Essa diferença seria ligada a impactos na saúde mental.

Em parte da amostra, traços psicopatológicos parecem mais comuns entre esquerdistas, enquanto a direita tende a apresentar maior satisfação com a vida e visão de mundo baseada em moralidade objetiva. Um caso atípico sugere possível vínculo entre pensamento conspiratório e direita, porém com baixa robustez estatística.

Dados de outros estudos reforçam o debate. Pesquisas do Pew aponta que esquerdistas registram maior incidência de problemas de saúde mental, mas religiosidade pode reduzir diagnósticos para ambos os lados. Em alguns contextos, fé está associada a menor gravidade dos sintomas.

Contexto e limitações

Outros estudos indicam que conservadores costumam relatar melhor saúde mental autopercebida e maior uso de fatores protetores como religiosidade e patriotismo. A leitura é que valores tradicionais favorecem autocontrole e bem estar subjetivo.

A amostra do estudo principal envolve quase mil entrevistados; pesquisadores destacam limites estatísticos para extrapolar para populações maiores. Observações sobre esquizoidia no polo direito exigem confirmação com amostras maiores.

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