- O ministro Guilherme Boulos disse que parlamentares contrários ao fim da escala 6×1 vão pagar o preço nas urnas, em evento no Itamaraty no dia 4 de maio.
- O governo defende a aplicação do fim da 6×1 com 40 horas semanais, de forma imediata, sem redução salarial.
- O PL do Executivo está parado na Câmara; paralelamente, a PEC sobre o mesmo tema avança, com comissão especial instalada por Hugo Motta.
- A expectativa é votar a PEC antes de 29 de maio, para evitar que o PL do governo passe a trancar a pauta.
- Setores empresariais resistem, temendo impactos econômicos e defendendo um período de transição.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que parlamentares contrários ao fim da escala 6×1 vão pagar o preço nas urnas. A declaração foi feita durante evento no Palácio do Itamaraty nesta segunda-feira, 4 de diante, em Brasília.
Boulos disse que deputados e senadores que quiserem atrasar o fim da escala 6×1 não enfrentariam o governo Lula, e sim 80% da população, especialmente a classe trabalhadora. A posição é apresentada como resposta a resistência à proposta.
O governo encaminhou ao Congresso um projeto de lei para acabar com a escala 6×1, reduzindo a jornada de 44h para 40h semanais sem redução salarial. A proposta permanece parada na Câmara dos Deputados.
Avanço da pauta e tramitação
A Câmara instalou, na quarta-feira, 29, uma comissão especial para analisar a PEC sobre o fim da escala 6×1. A expectativa é votar a PEC antes de 29 de maio, para evitar que o PL do Executivo trave a pauta.
A resistência empresarial também é citada como entrave, com setores defendendo um período de transição para absorver impactos econômicos. O governo mantém a defesa pela implantação imediata, sem alterações na duração da jornada.
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