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Congresso não dá mais maioria a ninguém, afirma Abranches

Cientista político diz que Congresso é amorfo e fisiológico; Executivo é minoritário e perde força frente a um Legislativo mais independente e turbinado de recursos

Abranches: Executivo está minoritário em relação ao Congresso turbinado — Foto: Leo Pinheiro/Valor - 03/10/2022
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  • Cientista político Sérgio Abranches afirma que a rejeição de Jorge Messias pelo Senado a vaga no STF decorre de um Executivo minoritário diante de um Congresso “amorfo”.
  • Segundo ele, o Legislativo está fisiológico e tem independência ampliada pelo elevado volume de recursos.
  • Abranches é criador do conceito de presidencialismo de coalizão.
  • A análise aponta crise no sistema político brasileiro, com o Congresso atuando de forma autônoma em relação aos outros Poderes.
  • A crítica central é à relação entre Executivo fragilizado e um Legislativo robusto, que dificulta acordos e governabilidade.

O Brasil vive uma crise no sistema político, segundo o cientista político Sérgio Abranches. Em sua leitura, a rejeição pelo Senado a Jorge Messias para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) revela um Executivo minoritário diante de um Congresso “amorfo”.

Abranches sustenta que o Legislativo é excessivamente independente dos outros Poderes e do eleitor. Para ele, o Congresso atual funciona com fisiologia, mantendo autonomia elevada por meio do volume de recursos disponíveis.

O cientista destaca ainda o conceito de presidencialismo de coalizão, criado por ele. Segundo Abranches, esse arranjo favorece a gesetz de negociação, mas também amplia a capacidade de resistir a pressões externas ao processo político.

A análise aponta que a configuração atual reduz a possibilidade de o Executivo impor decisões sem apoio parlamentar. Com isso, o alinhamento entre os Poderes fica mais complexo e a coordenação política se torna mais instável.

Não há relatos de mudanças rápidas nesse cenário, mas a leitura de Abranches sugere que o desenho institucional pode exigir reformas para reduzir a autonomia excessiva do Legislativo frente ao Executivo e ao eleitor.

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