- O governo Lula é contra incorporar uma regra de transição na proposta que elimina a escala de trabalho 6×1.
- A defesa é pela implantação imediata de 40 horas semanais, sem período de transição.
- A discussão ocorre no Congresso por meio de PEC e projeto de lei com regime de urgência; o ministro não admite prazos de dois, quatro ou um ano.
- Boulos afirma que a crise com o Congresso não atrapalha a tramitação e que deputados e senadores contrários vão enfrentar o “preço nas urnas”.
- Segundo ele, quem se opor ao fim da 6×1 estará enfrentando a maioria da população trabalhadora.
O governo Lula é contrário a uma transição que substitua a escala de trabalho 6×1 por uma mudança gradual, segundo o ministro Guilherme Boulos. A informação foi compartilhada nesta segunda-feira, 4 de maio.
Boulos, à frente da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que o governo não apoia uma regra de transição para a proposta que visa encerrar a escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho seguidos por um de descanso. A mudança seria aplicada de forma imediata para 40 horas semanais.
O tema está em discussão no Congresso, com uma PEC e um projeto de lei com regime de urgência já protocolados. Ainda assim, o ministro recusou defender prazos de transição de 1, 2 ou 4 anos.
Segundo Boulos, a posição do governo é pela aplicação direta da proibição da escala 6×1, sem período de transição, mantendo as 40 horas semanais. Ele destacou que a medida impacta a população trabalhadora.
Ao comentar a crise com o Congresso, motivada pela rejeição a um colega do governo no STF, o ministro disse que parlamentares contrários à mudança pagarão “o preço nas urnas”. Ele ressaltou o apoio majoritário da população à medida.
Boulos novamente ressaltou que quem quiser postergar o fim da 6×1 estará em choque com a classe trabalhadora brasileira. Afirmou que o enfrentamento não é com o governo, mas com a vontade dos trabalhadores.
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