- Lula lançou a nova versão do Desenrola, por meio de uma medida provisória que entra em vigor em maio e tem prazo de noventa dias, com foco na renegociação de dívidas de trabalhadores.
- A modalidade principal, Desenrola Famílias, permite usar até 20 por cento do saldo do FGTS para reduzir débitos, com elegibilidade para renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e juros até 1,99 por cento, com descontos de 30% a 90%.
- Dívidas com mais de noventa dias podem ser renegociadas por até dois anos, originadas de cartão de crédito, cheque especial e outras modalidades, com desseguro de até R$ 100 para desnegativação do nome.
- Desenrola Fies oferece opção de pagamento à vista sem juros e com desconto de até 12 por cento, ou pagamento do principal em até 150 parcelas, com possibilidade de 99 por cento de desconto para quem estiver no Cadastro Único.
- O governo detalha outras frentes: Desenrola Empresas e Desenrola Rural, com crédito para empresas e agricultores familiares, visando ampliar renegociação e facilitar acesso a crédito; a medida ocorre em contexto de desafio de popularidade e de fragilidade no Congresso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira a nova versão do Desenrola, programa de renegociação de dívidas. A medida, publicada como MP, entra em vigor na terça (5) e tem duração de 90 dias. O anúncio ocorreu no Palácio do Planalto.
Lula e auxiliares atribuem o endividamento como um dos principais motivos da pesquisa, que o mostra empatado em segundo turno com Flávio Bolsonaro. O lançamento contou com ministros e assessores próximos, como Dario Durigan, Bruno Moretti, Miriam Belchior e Paulo Pereira.
A MP foi assinada hoje e mantém o foco em facilitar crédito e limpar o nome de devedores. O governo destacou a importância de reduzir encargos de dívidas para famílias de menor renda. A regra permite uso de até 20% do FGTS para quitar débitos.
Desenrola Famílias
Na modalidade principal, podem acessar pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). Dívidas com atraso superior a 90 dias, contraídas até 31 de janeiro de 2026, podem ser renegociadas com juros teto de 1,99% e descontos de 30% a 90%.
Quem aderir fica proibido de apostar online por um ano. O plano prevê até quatro anos para parcelar o débito, com desnegativação para dívidas de até R$ 100. Até 1% do valor renegociado será destinado a educação financeira.
O governo também habilita o FGO para cobrir inadimplência, reduzindo risco a bancos. Estima-se que até R$ 5 bilhões podem vir do Orçamento para o FGO, com também uso de recursos não resgatados do SVR, até cerca de R$ 8 bilhões.
Outras modalidades e condições
Desenrola Fies oferece pagamento à vista com isenção de juros e multas, ou principal em 150 parcelas, com descontos de até 99% para beneficiários do Cadastro Único. Desenrola Empresas admite crédito com carência de 24 meses e até 96 meses de pagamento, até R$ 500 mil.
Há ainda o Desenrola Rural, com renegociação aberta até 20 de dezembro, beneficiando até 800 mil agricultores familiares. As regras foram definidas em reunião entre o ministro Durigan e bancos públicos e privados.
O anúncio acontece em um momento de fragilidade parlamentar para o governo. Na semana passada, o Senado rejeitou o indicado para o STF e derrubou veto de Lula a projeto que reduz penas no caso envolvendo Jair Bolsonaro.
Entre na conversa da comunidade