- O governo busca aprovar o fim da escala de trabalho 6×1 na Câmara com apoio do presidente da Comissão, Hugo Motta, mas encara resistência no Senado.
- Pautas com maior viabilidade são o fim da 6×1, o pacote de MPs para conter preços de combustíveis e o Desenrola 2.0, além do projeto de lei dos minerais críticos.
- Pautas de Estado, como a reforma tributária em relação às alíquotas básicas, devem avançar independentemente da disputa política; a PEC da nova jornada de trabalho pode ir ao plenário por volta de 28 de maio.
- Redata e IA aparecem com maior dificuldade; há possibilidade de ajustes no parecer final de Aguinaldo Ribeiro, e Motta mantém pressão para acelerar a tramitação.
- Mesmo com potencial de avanço na Câmara, a aprovação no Senado depende de negociação entre líderes e setores, tornando menos provável a aprovação rumo ao fim do ano.
O governo tenta recompor a agenda após a derrota no Senado, buscando aprovar na Câmara pautas consideradas prioritárias. Em meio ao cenário pré‑eleitoral, a corrida contra o tempo aperta as votações.
Entre as propostas em trâmite estão a PEC do fim da escala 6×1, o pacote de MPs para conter preços de combustíveis e o programa Desenrola 2. Além disso, o projeto de lei dos minerais críticos avança entre os temas em pauta.
A leitura de analistas aponta que pautas de Estado, menos expostas a disputas políticas, podem ter mais chance de aprovação. Já as medidas com forte sentimento político tendem a enfrentar resistência maior.
Na Câmara, a vontade de acelerar o fim da escala 6×1 ganha força com a atuação do presidente da casa, Hugo Motta. A comissão especial já tem sessões marcadas e a expectativa é levar a matéria ao plenário em maio.
O relator Leo Prates sinaliza abertura para incorporar pontos da reforma trabalhista ao relatório. Parlamentares aliados avaliam que a proposta pode passar com ajustes, mesmo diante do ambiente conturbado.
Ainda assim, o Senado segue com dificuldades. A atuação de Alcolumbre no comando da pauta e a rejeição ao indicado ao STF pesam sobre o ritmo de tramitação, dificultando a recepção de novas propostas.
Pautas em análise e perspectivas
Redata, o programa de incentivos para datacenters, enfrenta impasse sobre o tamanho de benefícios fiscais. O governo editou uma MP, que perdeu validade, e o PL permanece estagnado no Congresso.
A proposta sobre Inteligência Artificial, sob o relator Aguinaldo Ribeiro, também encontra resistência. Existe a possibilidade de incorporar pontos de outras pautas ao parecer final, conforme o andamento das negociações.
Conforme fontes, a definição de composição de apoio no parlamento é crucial para o futuro das pautas. A avaliação é de que avanços dependem mais de articulação entre lideranças do que de imposições do Planalto.
Projeções para o Senado
Analistas sugerem que, mesmo com avanço na Câmara, o Senado pode barrar ou adiar pautas polêmicas. A agenda depende de negociações com alas parlamentares e da percepção de vantagem política no ambiente pré‑eleitoral.
A expectativa é de que temas com maior consumo político enfrentem resistência maior na casa, enquanto propostas de interesse estratégico para o governo, com apoio de setores econômicos, têm chance de avançar.
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