- O PT anunciou a candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao governo do Maranhão, consolidando a disputa contra o atual governador Carlos Brandão.
- A decisão reforça o distanciamento entre o PT e Brandão, que tenta emplacar o sobrinho Orleans Brandão (MDB) no Palácio dos Leões.
- Edinho Silva confirmou a decisão aos militantes no sábado; Camarão anunciou a pré-candidatura publicamente nesta segunda, com apoio declarado do presidente Lula.
- Camarão foi secretário de Educação no governo de Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, visto por aliados de Brandão como padrinho político.
- O PT rejeitou apoiar Brandão novamente e aposta em Orleans Brandão, secretário de Assuntos Municipalistas, que tem boa interlocução com prefeitos para angariar apoio.
O PT do Maranhão decidiu lançar Felipe Camarão, vice-governador, como candidato ao governo estadual. A medida marca distanciamento do atual governador Carlos Brandão (PSB), que queria manter o sobrinho Orleans Brandão (MDB) na disputa. O PT chegou a cogitar apoiar Eduardo Braide (PSD), mas ficou com candidatura própria.
Edinho Silva, presidente do PT, confirmou a decisão no sábado, 2, a militantes e dirigentes. Nesta segunda, Camarão formalizou a pré-candidatura. O vice-governador afirmou ter o “total apoio” de Lula da Silva, presidente do PT, nas redes sociais.
Felipe Camarão foi secretário de Educação no governo Flávio Dino, hoje no STF. Aliados de Brandão veem Dino como padrinho político do petista. A aposta do PT no Maranhão pode provocar rupturas com prefeitos que apoiaram Brandão em 2022.
Racha na esquerda se consolida
O PT afirma que o acordo anterior com Brandão foi rompido, já que o governador prometeu apoiar um nome definido pelos petistas. Brandão decidiu apostar no sobrinho Orleans para ampliar interlocução com prefeituras de cidades do interior.
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