Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Relator apresenta PL dos Minerais Críticos e resume pontos-chave

Relator apresenta marco para minerais críticos com fundo inicial de R$ 2 bilhões, crédito fiscal e foco em agregação de valor e mineração de baixo carbono

Arnaldo Jardim apresentou resumo do projeto de política para minerais críticos e defendeu aprovação imediata no plenário da Câmara. - (crédito: Foto: Marina Ramos/Camara dos Deputados)
0:00
Carregando...
0:00
  • Câmara dos Deputados avança o marco regulatório para minerais críticos; relator Arnaldo Jardim apresentou o parecer do PL 2.780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
  • O texto cria o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos, responsável por definir e monitorar a lista de minerais estratégicos, além de analisar operações e acordos internacionais.
  • A proposta enfatiza a agregação de valor no Brasil, buscando processar e transformar minérios no país, em vez de atuar apenas como exportador de matéria-prima.
  • Está previsto o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) com aporte inicial da União de R$ 2 bilhões e expectativa de atingir R$ 5 bilhões com participação privada; há crédito fiscal escalonado de R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034.
  • O texto inclui o Certificado de Mineração de Baixo Carbono, a regulamentação da mineração urbana (recuperação de minerais de resíduos eletrônicos) e mecanismos para incentivar pesquisa, inovação e formação profissional.

A Câmara dos Deputados avançou na criação do marco regulatório para o setor mineral brasileiro. Em coletiva da Comissão de Minas e Energia (CME) nesta segunda-feira (4/5), o relator do PL 2.780/2024 apresentou o parecer sobre a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta visa ampliar a cadeia de valor no país e inserir o Brasil na transição energética mundial.

Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) apresentou o texto ao lado do autor da matéria, deputado Zé Silva (União-MG). Eles destacaram que a iniciativa nasceu de negociação entre Congresso, governo federal, setor produtivo e academia, buscando transformar o potencial mineral brasileiro em desenvolvimento industrial e renda.

O relator afirmou que o objetivo é segurança jurídica para transformar riqueza mineral em agregação de valor. Ele ressaltou o diálogo com o Executivo para evitar propostas paralelas e fortalecer a ideia de uma política de Estado.

O que muda com o parecer

Entre os pilares, está a criação do Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos, responsável por definir e monitorar a lista de ativos estratégicos e analisar operações que possam afetar interesses econômicos ou geopolíticos.

O texto também busca reduzir a exportação de matéria-prima bruta, destacando a necessidade de processamento, beneficiamento e transformação nacionais. A meta é tornar o setor um polo de desenvolvimento, não apenas de exploração.

Foi incluído o Certificado de Mineração de Baixo Carbono, instrumento voluntário alinhado a padrões internacionais. Também surge a ideia da mineração urbana, com recuperação de minerais de resíduos eletrônicos e baterias.

Financiamento e incentivos

Para incentivar investimentos, o PL cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com aporte inicial da União de R$ 2 bilhões, podendo chegar a R$ 5 bilhões com participação privada. Também está previsto crédito fiscal escalonado de R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034.

Zé Silva afirmou que o parecer amplia o alcance da proposta e consolida uma agenda estratégica para o Brasil. Ele destacou a importância da pauta para a relação internacional, transição energética e produção de fertilizantes.

Detalhes adicionais

O projeto também regulamenta a mineração urbana, impondo estímulos a pesquisa, desenvolvimento e inovação. Prevê a criação de uma Rede Nacional de Pesquisa e Formação Profissional do setor e incentivos via debêntures incentivadas e REIDI.

No encerramento, Arnaldo Jardim disse que trabalhará para levar o texto ao plenário nos próximos dias, visando aprovação rápida e posição brasileira em fóruns internacionais com legislação já consolidada.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais