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Alckmin defende mandato para ministros do STF e aponta sobrecarga da Corte

Alckmin defende mandato para ministros do STF, aponta sobrecarga da Corte e vê pouca chance de Messias retornar; governo lança Novo Desenrola Brasil

Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin — Foto: Bruno Peres/Agência Brasil/Gilvan Alves/TV Brasil
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  • Alckmin defende que ministros do STF tenham mandatos, e não cargo vitalício; modelo seria de dez a doze anos, mantendo idade mínima de 35 e máxima de 70 para indicação, com aposentadoria aos 75.
  • O vice-presidente afirmou que Lula está avaliando a indicação para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso e que é improvável que o nome de Jorge Messias seja novamente submetido ao Senado.
  • Alckmin disse que o STF está sobrecarregado e que, com a rejeição de Messias, a Corte ficará com um ministro a menos; a decisão final cabe aos senadores.
  • Sobre a viagem de Lula aos EUA, o tema principal será o combate ao crime organizado transnacional, com possível acordo entre Brasil e Estados Unidos; também devem ser discutidos temas comerciais, geopolítica e sanções.
  • Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas, foi lançado com descontos médios de quarenta a setenta por cento, prazo de até quarenta e oito meses, juros de até mil e noventa e nove centésimos por cento ao mês, e benefício potencial para até vinte milhões de pessoas com dívidas até quinze mil reais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu que ministros do STF tenham mandatos, e não cargo vitalício, em resposta à atual crise institucional. Em entrevista à GloboNews, ele argumentou que mandatos de 10 a 12 anos são comuns no mundo e ajudam a evitar a vitaliciedade.

Alckmin mencionou que, se confirmado, esse modelo exigiria mudanças constitucionais. Atualmente, a Constituição estabelece idade mínima de 35 e máxima de 70 anos para indicação, com aposentadoria compulsória aos 75. A fala ocorre após o Senado ter recusado a indicação de Jorge Messias para a vaga de Barroso.

O vice-presidente disse ainda que Lula avalia a nova indicação para o STF e que, em momento adequado, fará uma nova escolha. A expectativa é de que o presidente não leve Messias novamente ao Senado caso não haja acordo entre as casas.

Segundo Alckmin, o STF está sobrecarregado e a rejeição de Messias agrava a situação, mantendo um ministro a menos. Ele ressaltou que a decisão final continua com os senadores, que aprovam ou rejeitam a indicação presidencial.

STF e agenda externa

Sobre a viagem de Lula aos Estados Unidos, Alckmin afirmou que o tema crime organizado será discutido com o presidente norte-americano, incluindo um possível acordo de cooperação contra organizações transnacionais. O encontro com Donald Trump deve tratar ainda de comércio, geopolítica e minerais críticos.

O vice-presidente afirmou que Brasil e EUA podem atuar de forma cooperativa para enfrentar o crime organizado, citado como risco significativo à segurança regional pelo governo americano. Ainda segundo ele, parte da agenda envolve evitar novas sanções ao Brasil.

Novo Desenrola Brasil

Alckmin elogiou o Novo Desenrola Brasil, considerado bem concebido. Ele afirmou que é injusto que recursos retidos no FGTS amplifiquem o desgaste fiscal, defendendo maior justiça na renegociação das dívidas.

No início desta semana, o governo lançou um pacote abrangente para renegociação de dívidas, com foco em famílias de diferentes faixas de renda, incluindo estudantes do Fies. A medida visa reduzir o endividamento sem prejudicar o acesso ao crédito.

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