- Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em crimes digitais Flávio D’urso diz que apenas aumentar penas não basta para reduzir crimes patrimoniais e digitais.
- Ele cita mudanças previstas, como o fim da obrigatoriedade da manifestação da vítima e o fim do prazo de seis meses para denúncia em casos de estelionato, sobretudo nos meios virtuais.
- Sobre os chamados laranjas, ele explica que quem cede ou recebe contas para lavagem de dinheiro pode responder pelo crime com pena de um a cinco anos.
- O especialista ressalta que, apesar da importância das alterações, é preciso uma política de maior efetividade, com a aplicação das leis aliada a outras medidas.
- Segundo D’urso, as mudanças precisam ser implementadas de forma integrada para reduzir fraudes, furtos, roubos e delitos relacionados a crimes digitais na prática cotidiana.
Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em crimes digitais Flávio D’urso afirma que a elevação de penas, por si só, não basta para reduzir crimes patrimoniais e digitais. Ele aponta que a sociedade pressiona por mudanças na legislação e na aplicação das leis.
Entre as alterações previstas, destacam-se o fim da obrigatoriedade de manifestação da vítima e a retirada do prazo de seis meses para denúncia em casos de estelionato praticados pela internet. Segundo o especialista, isso pode reduzir entraves processuais.
Quanto aos chamados “laranjas”, D’urso explica que há uma nova previsão de punição para quem cede contas usadas na circulação de valores de crimes, com pena de 1 a 5 anos, independentemente de pagamento ou cessão gratuita.
Apesar da importância dessas mudanças, o especialista critica o foco exclusivo na punição. Ele defende uma política de maior efetividade, com aplicação integrada a outras medidas, para realmente diminuir fraudes, furtos e roubos na rotina cotidiana.
Medidas complementares para a efetividade
É necessário vincular as alterações legais a ações práticas de fiscalização, prevenção e educação digital. Em paralelo, a atuação policial e o investimento em tecnologia devem acompanhar as mudanças para reduzir a prática delitiva. A análise busca, assim, ampliar o impacto das leis além da mera responsabilização.
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