- Um grupo de democratas da Câmara pediu ao secretário de Estado, Marco Rubio, que reconheça publicamente que Israel possui armas nucleares.
- O objetivo é encerrar décadas de ambiguidade sobre o tema, em meio ao conflito com o Irã.
- A carta, divulgada na segunda-feira, foi liderada pelo democrata Joaquin Castro, de Texas, e envolve trinta parlamentares.
- Os legisladores afirmam que não é sustentável o apoio dos EUA a uma ofensiva contra o Irã sem admitir a existência do programa nuclear israelense.
- Eles defendem que Israel seja tratado com a mesma transparência exigida de outros países com armas nucleares e que o governo dos EUA explique as capacidades nucleares de Israel.
Os Democratas da Câmara enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo que reconheça publicamente que Israel possui armamentos nucleares. O objetivo é encerrar décadas de ambiguidade, em meio ao conflito com o Irã. A mensagem foi encaminhada na segunda-feira.
A carta, liderada pelo democrata Joaquín Castro (Texas), afirma que não é sustentável cooperar com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, em ações contra o Irã sem reconhecer o arsenal nuclear de Israel. O documento também ressalta a obrigação constitucional de informar o Congresso sobre o equilíbrio nuclear na região.
Segundo o texto, Israel nunca confirmou o programa nuclear e, mesmo assim, autoridades dos EUA já admitiram de forma implícita sua existência. O conteúdo menciona histórico que remonta aos anos 1950, com participação de aliados franceses e sul-africanos, sem anúncio oficial norte-americano.
A legenda aponta que a administração de Barack Obama evitou responder quando questionada sobre o tema; o relatório cita declarações antigas de outros integrantes do governo sobre a possibilidade de armas nucleares em Israel. A carta também cita declarações de funcionários israelenses.
Os parlamentares destacam que o silêncio dificulta a transparência sobre não proliferação nuclear no Oriente Médio. Prevalece a critério de que o Irã não tenha armas, enquanto outros dirigentes discutem cenários regionais. O grupo pede clareza semelhante à de outros países.
Além disso, os congressistas afirmam que a transparência sobre capacidades nucleares é essencial para o equilíbrio regional. A carta recomenda que Washington trate Israel com o mesmo padrão de transparência aplicado a outras nações com armas nucleares.
A comunicação também menciona que o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, havia sinalizado interesse em ampliar arsenais, caso o Irã avance. Os autores reforçam a necessidade de consistência entre políticas externas e informações governamentais.
A imprensa norte-americana é citada como fonte de evidência histórica quanto ao tema, sem detalhar documentos específicos. O teor do pedido é que o governo revele publicamente se Israel mantém ou não capacidades nucleares, sob o mesmo escrutínio de outros países.
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