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Funcionários eleitorais de condado na Geórgia visados pelo procurador dos EUA

Fulton County contesta subpoena federal que exige contatos de representantes das eleições de 2020, alegando intimidação e interferência na administração eleitoral

Fulton county workers process absentee ballots ahead of the US presidential election in Atlanta, Georgia, on 4 November 2024.
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  • Fulton county, Geórgia, tenta bloquear um subpoena emitido pelo procurador interino de justiça dos Estados Unidos no distrito central da Carolina do Norte, que busca contatos de milhares de trabalhadores eleitorais de 2020.
  • O documento, apresentado em abril por Dan Bishop, exige listas dos funcionários do órgão eleitoral que atuaram nas eleições de novembro de 2020, incluindo nome, cargo, endereço residencial, e-mail e telefone pessoal.
  • Os representantes do condado apresentaram uma ação para anular o subpoena em tribunal federal da Geórgia, classificando-o como assédio politicamente motivado e dizendo que crimes decorrentes de 2020 estão prescrevidos.
  • A investigação anterior incluiu uma operação do FBI em janeiro, com a apreensão de cerca de 700 caixas de materiais originais de 2020 na Secretaria de Registros e Eleições, alvo de contestação pela defesa.
  • O pedido também foca em funcionários que trabalharam na contagem, revisão de cédulas por correspondência e auditoria de risco e recontagem; os dados seriam entregues ao advogado de Bishop, não ao grande júri.

Fulton County, no estado da Geórgia, luta para derrubar uma intimação de um promotor federal de North Carolina que visa obter os contatos de milhares de trabalhadores eleitorais da eleição de 2020. O pedido foi emitido em abril por Dan Bishop, promotor interino do distrito central da Carolina do Norte.

A intimação exige listas de nomes, cargos, endereços residenciais, e-mails e telefones pessoais de pessoas que atuaram na apuração das eleições de novembro de 2020. Os documentos devem ser entregues a um advogado do gabinete de Bishop.

Em resposta, advogados do condado entraram com um pedido para arquivar a intimação em um tribunal federal da Geórgia, alegando perseguição politicamente motivada e prazo prescricional curto para eventuais ações criminais ligadas à eleição de 2020. A defesa sustenta que a divulgação em massa pode desestimular participação cívica.

Contexto

Michael McNulty, diretor de políticas da Issue One, afirma que a ação busca intimidar oficiais eleitorais para 2026. Segundo ele, o objetivo é dominar o processo eleitoral federal e retomar o controle executivo das eleições. A entidade defende proteção aos trabalhadores de voto.

O The New York Times reportou a existência da intimação na terça-feira, após os advogados de Fulton County apresentarem a contestação. A matéria também descreve que o documento tornou-se público em momento anterior.

Em janeiro, o FBI realizou busca nas instalações da secretaria de registros e da Câmara de eleições do condado, apreendendo cerca de 700 caixas de material original de 2020. A ação foi contestada pela defesa em tribunal, que questionou a fundamentação da investigação.

Detalhes da peça processual

A solicitação de Bishop foca em funcionários da secretaria de eleições que atuaram na tabulação, revisão de cédulas por correio e auditorias de risco. O material de contato deve ser enviado a um advogado do gabinete de Bishop, não a um grand jury, para evitar divulgação pública.

Bishop, ex-deputado de North Carolina que disputou a vaga de procurador-geral, atua como promotor interino sem confirmação do Senado. A nomeação ocorreu após o término de um período inicial de 120 dias, e a designação subsequente gerou questionamentos legais.

A maioria dos detalhes sobre a origem da investigação é apresentada pela promotoria de North Carolina, que não se posicionou de imediato. O Department of Justice ainda não respondeu ao pedido de comentário.

Repercussões

A defesa argumenta que a coleta de dados de contato pode violar direitos civis e interferir na autonomia estadual de administrar as eleições. O caso permanece em tramitação, com incertezas sobre desdobramentos legais e políticos.

A denúncia aponta para um suposto padrão de disseminação de alegações não comprovadas por parte de eleitores contrários à eleição, conforme apontado por analistas ligados a movimentos de oposição. A avaliação de impactos eleitorais continua em análise.

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