- Lula e Jorge Messias se reuniram na noite desta segunda-feira para tratar do futuro do chefe da AGU após a rejeição da indicação ao STF pelo Senado.
- O presidente manteve a confiança em Messias, pediu que ele permaneça no governo e indicou que a decisão pode trazer maior projeção ao cargo.
- Lula sinalizou a possibilidade de uma nova indicação de Messias para o STF, mas sem detalhar se ocorreria neste mandato ou em uma eventual reeleição.
- Também passou a existir a expectativa de uma dança das cadeiras na Esplanada, com Messias cotado para ir ao Ministério da Justiça.
- O encontro teve foco na análise da derrota no Senado, com menção de que senadores de oposição reconheceram que Messias atendia aos requisitos constitucionais; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi apontado como figura central na derrota.
O presidente Lula e o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, mantiveram novo encontro na noite desta segunda-feira (4). O objetivo foi definir o futuro de Messias após a rejeição da indicação ao STF pelo Senado. A conversa ocorreu em Brasília.
Lula afirmou manter a confiança em Messias e pediu que ele permaneça no governo, contrariando posição anterior do ministro. Messias havia sinalizado ao presidente que seu ciclo na AGU poderia se encerrar, abrindo espaço para saída da pasta.
Nesta segunda, Lula deixou claro que pode indicar Messias novamente ao STF, sem confirmar se ainda neste mandato ou em eventual reeleição. O tema envolve também a possibilidade de reposicionamento dele na Esplanada.
A especulação sobre uma dança das cadeiras ganhou força, com a hipótese de Messias ir para o Ministério da Justiça, hoje chefiado por Wellington César Lima e Silva. Detalhes sobre a eventual mudança não foram anunciados.
Uma nova conversa entre Lula e Messias deve ocorrer na próxima semana, após o retorno do presidente de viagem aos Estados Unidos, entre quarta e sexta-feira (8). O diálogo busca alinhar o fluxo de decisões.
Entre os pontos discutidos, o grupo analisou a rejeição do Senado e reconheceu que mesmo senadores de oposição reconheceram que Messias atendia aos requisitos constitucionais para a vaga no STF.
Conforme apurou o SBT News, Davi Alcolumbre (União-AP) teve papel central na derrota da indicação, atuando junto a parlamentares de centro para angariar votos contrários. A leitura interna aponta atuação direta para barrar a nomeação.
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