- Entre 2022 e 2025, a área perdeu 2.211 hectares de cobertura florestal, segundo análise de satélite da Global Forest Watch.
- Invasões ilegais no território Ituna/Itatá, protegido por portaria de restrição de uso desde 2011 e renovada pela última vez em 2025, continuam ocorrendo.
- Grilagem e ocupação irregular são apontadas como motores do desmatamento, com ocupantes registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) para justificar posse futura.
- Em 2023 houve operação federal para remover invasores; desde então houve interrupção do desmatamento, mas dados de 2023 e 2024 indicam continuidade de usos agropecuários, com queda de desmatamento em 2024 e apenas 10 hectares em 2025.
- De 2002 a 2025, o território perdeu cerca de 20.000 hectares de floresta primária, afetando a segurança alimentar e a saúde dos povos isolados, como os Igarapé Ipiaçava.
O território Ituna/Itatá, em Pará, segue registrando invasões ilegais. Dados de satélite mostram perda de 2.211 hectares de cobertura florestal entre 2022 e 2025, apesar de ordens de restrição de uso.
O foco principal envolve os povos isolados Igarapé Ipiaçava. Comunidade étnica vive na região há décadas e depende de proteção para garantir alimentação, água e saúde. Invadidores promovem desmatamento para atividades agropecuárias.
Entre 2011 e 2025, houve uma ordem de restrição de uso para Ituna/Itatá, renovada pela sexta vez em 2025. A medida visa impedir entrada não autorizada e proteger as comunidades vulneráveis.
Dados da Global Forest Watch apontam que Ituna/Itatá ficou entre as áreas com maior desmatamento no país desde 2011, chegando a 20.000 hectares de floresta primária perdidos no período 2002-2025. A situação complica a demarcação e o reconhecimento legal da terra.
Em 2023, o governo federal realizou operação para retirar invasores e conter o desmatamento ligado à criação de gado. Segundo representantes, desde então houve interrupção de grandes derramamentos de floresta, com exceção de atividades contínuas em 2023 e 2024, que reduziram o ritmo.
Análises indicam que a principal prática de ocupação irregular envolve a formação de associações que dividem o território em parcelas, registradas no CAR. Registros não equivalem a posse legal, mas podem favorecer pedidos de regularização futuramente.
Amazônia Legal e Funai apontam riscos à saúde dos povos isolados devido à presença constante de invasores, agravando a vulnerabilidade imunológica. Técnicos reforçam a necessidade de demarcação completa para proteção efetiva.
Semas, pasta estadual de Meio Ambiente do Pará, informou que o CAR não filtra entradas em áreas de comunidades tradicionais. Ainda assim, prometeu apurar a situação de Ituna/Itatá e intensificar fiscalização.
Desde a operação de 2023, Funai mantém base na área com monitoramento ativo. Autoridades ressaltam que invasões reduziram, mantendo o território sob vigilância e controle, conforme relatos oficiais.
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