- Lula tem quarenta por cento das intenções de voto no primeiro turno, e Flávio Bolsonaro 34 por cento. Na simulação de segundo turno, há empate técnico: quarenta e quatro por cento para Flávio e quarenta e três por cento para Lula.
- A economia é apontada como principal critério de decisão do eleitor, com busca por uma alternativa ao que está no poder.
- A direita aparece mais fragmentada, com nomes como Caiado, Zema e Renan Santos somando cerca de doze por cento, parcela que tende a migrar para Flávio no segundo turno.
- A rejeição aos dois candidatos é alta e semelhante: Lula tem quarenta e quatro por cento de rejeição, Flávio, quarenta e um por cento.
- Estratégias em curso incluem aproximação de eleitores jovens e de menor renda, além de ampliar presença em regiões onde o adversário tem melhor desempenho.
O Real Time Big Data divulgou dados de uma nova pesquisa sobre a disputa presidencial, com Lula à frente no primeiro turno e Flávio Bolsonaro empatando tecnicamente no segundo. O levantamento foi apresentado no programa Ponto de Vista, com a análise do diretor-executivo Lucas Thut Sahd e do colunista Robson Bonin. Os números destacam polarização, rejeição elevada e economia como principais temas de decisão.
No primeiro turno, Lula registra 40% das intenções de voto, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Na simulação de segundo turno, os dois aparecem empatados, com 44% para Flávio e 43% para Lula. A diferença entre o cenário da manhã e o da reta final sugere um acúmulo de votos no campo da esquerda e uma fragmentação maior à direita.
Análise do cenário eleitoral
Segundo Sahd, a vantagem de Lula no primeiro turno decorre da concentração de votos no espectro da esquerda, mantendo Lula como a principal referência nesse campo. Na simulação com o ex-governador Ciro Gomes, o desempenho do petista permanece estável, indicando baixa fragmentação nesse segmento.
A direita aparece mais fragmentada, com votos distribuídos entre candidatos como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, que somam cerca de 12% das intenções. A tendência é que parte desse grupo migre para Flávio Bolsonaro no segundo turno, ajudando a equilibrar o jogo.
Obstáculos e estratégias em pauta
Bonin aponta que a ausência de novidades significativas nas campanhas contribui para a consolidação de resultados. A economia é reiteradamente citada como principal preocupação dos eleitores e pode definir quem vencerá a eleição, independentemente do candidato.
A rejeição aos dois principais candidatos é alta, 44% para Lula e 41% para Flávio Bolsonaro. Sahd afirma que resultados econômicos concretos podem alterar esse cenário, especialmente se houver melhora na renda das famílias. Flávio busca ampliar presença em regiões onde tem desempenho mais fraco, como o Nordeste, além de dialogar com eleitores de menor renda e jovens.
O que a pesquisa revela sobre a eleição
O levantamento aponta um quadro competitivo, marcado pela polarização e pela centralidade da economia. Com pouca margem de crescimento estrutural, o voto tende a oscilar conforme mudanças econômicas pontuais e estratégias de comunicação dos candidatos.
A pesquisa reforça a importância de fatores econômicos na decisão do eleitor e indica que o favoritismo pode mudar com variações no bolso do trabalhador e do consumidor, além de eventuais movimentos de alianças e alianças regionais.
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