- A Polícia Federal apreendeu um Porsche preto, classificado como veículo de luxo, que teria sido adquirido pelo deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso no Rio de Janeiro pela manhã de hoje.
- A investigação aponta que Rangel integrava um esquema criminoso de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de gasolina e envolvia uso de “laranjas” e “testas de ferro”.
- A decisão mencionada pela CNN Brasil, com base no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, indica que a organização buscava fraudar procedimentos de compras da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes e desviava recursos municipais.
- Morais autorizou a prisão preventiva de sete envolvidos, determinou busca e apreensão no endereço do parlamentar e o afastamento dele das funções públicas durante a apuração.
- A defesa afirmou que recebeu a operação de surpresa e negou ilícitos; a Alerj e a Secretaria de Educação do estado também se manifestaram sobre cooperação às instituições e medidas administrativas relacionadas.
A Polícia Federal apreendeu um Porsche preto, classificado como veículo de luxo, que, segundo a corporação, teria sido adquirido pelo deputado estadual Thiago Rangel (Avante). A ação ocorreu no Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira, 5, e resultou na prisão do parlamentar. A defesa afirmou desconhecer a apreensão e a origem do carro.
A PF aponta que o político integrava um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de gasolina. A investigação teve início com uma perícia de computador ligada ao gabinete do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União-RJ). A apuração também envolve supostos desvios de recursos para beneficiar uma organização criminosa em órgãos municipais.
Envolvidos e medidas judiciais
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a prisão preventiva de sete investigados. Além disso, houve busca e apreensão no endereço de Thiago Rangel e o afastamento dele de funções públicas durante a apuração.
Contexto do esquema
Conforme os investigadores, o grupo utilizava pessoas consideradas laranjas e testa de ferro para ocultar operações de lavagem de dinheiro. Os recursos desviados teriam alimentado a rede de postos de combustíveis vinculada aos investigados, com atuação destacada entre 2021 e 2022.
Repercussões e resposta institucional
A defesa do deputado afirmou que colaboraria com as apurações e que haverá esclarecimentos nos autos. Alerj informou disposição para colaborar com as autoridades, reiterando o compromisso com a transparência e a confiança no trabalho dos órgãos competentes. A Secretaria de Educação estadual comunicou que está revisando procedimentos de obras de manutenção, adotando limites financeiros e destinando intervenções maiores à Emop-RJ, em conformidade com a legislação.
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