- O PT escolheu o deputado federal Jilmar Tatto para coordenar o grupo de trabalho eleitoral, substituindo José Guimarães, que assumiu o Ministério das Relações Institucionais.
- A missão de Tatto é fechar os palanques de Lula em Minas Gerais e Goiás, dois estados sem candidatos a governador definidos.
- Em Minas, Lula queria Rodrigo Pacheco como candidato, mas a relação com o PT se complicou após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF; o PT aponta participação de aliado no episódio, o que ele nega.
- Sem Pacheco, o PT avalia três opções: apoio a Alexandre Kalil, convite a Josué Alencar ou transferir Marília Campos para a disputa ao governo.
- Em Goiás, o cenário é ainda incerto, com o partido ainda discutindo se terá candidatura própria com Adriana Accorsi ou apoiará outra chapa.
O PT escolheu Jilmar Tatto (PT-SP) como novo coordenador do grupo de trabalho eleitoral. Ele assume o posto que era de José Guimarães (PT-CE), que passou a ocupar o Ministério das Relações Institucionais.
Tatto é vice-líder do governo Lula e chega ao cargo para articular palanques. A missão principal é destravar as frentes de campanha do presidente Lula para Minas Gerais e Goiás, estados que ainda não definiram seus candidatos a governador.
A troca ocorreu nesta terça-feira (5). Guimarães deixa o GTE após assumir o novo espaço no governo, funcionando como transição institucional e política do PT.
Situação em Minas Gerais e Goiás
Em Minas, o PT avalia três caminhos para o palanque de Lula. A primeira opção é apoiar Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, embora haja resistência interna. A segunda envolve Josué Alencar (PSB), ex-presidente da FIESP e filho de José Alencar.
A terceira opção é deslocar a pré-candidata ao Senado Marília Campos (PT) para a disputa ao governo. Em Goiás, a direção petista encara incertezas semelhantes, com avaliação sobre candidatura própria ou apoio a outra chapa.
Ainda segundo a leitura interna, o PT busca consolidar alianças e evitar rachas. A definição de caminhos depende de negociações entre siglas aliadas e do alinhamento com o discurso de Lula no pleito.
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