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Oposição usa feiras agrícolas para atacar Lula, distanciamento do agro persiste

Oposição usa Agrishow para atacar Lula; anúncio de crédito extra de R$ 10 bilhões não reduz distanciamento com o agro

O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na Agrishow
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  • Lula não participou da abertura da Agrishow em Ribeirão Preto; a abertura foi representada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, com ministros presentes.
  • Mesmo com a divulgação de linha de crédito extra de 10 bilhões para máquinas agrícolas com juros baixos, não houve disponibilidade durante os cinco dias da feira, o que gerou críticas do setor.
  • A Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) chamou o anúncio de “dia do não anúncio”, e pré-candidatos de oposição, como Romeu Zema, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, passaram pela feira para criticar o governo.
  • A Agrishow registrou queda de 25% nas intenções de negócios, totalizando 11,4 bilhões, ante 15,2 bilhões de 2025; o setor citou juros elevados e baixa cotação das commodities.
  • Diversos apoiadores da oposição participaram de agendas no evento, com participações de Zema, Caiado, Aldo Rebelo e Augusto Cury, em um contexto de mobilização política durante a feira, que recebeu cerca de 197 mil visitantes.

A Agrishow, principal feira do agronegócio do país, ocorreu em Ribeirão Preto. O presidente Lula não participou presencialmente, já que foi representado na abertura por seu vice, Geraldo Alckmin, e por ministros. Mesmo com o anúncio de uma linha de crédito extra de 10 bilhões de reais para máquinas agrícolas com juros baixos, o gesto não amenou as críticas do setor.

Durante o evento, oposicionistas de direita marcaram presença constante, destacando o distanciamento entre Lula e o agronegócio. O anúncio do crédito foi alvo de cobrança por parte de produtores e entidades, que o classificaram como insuficiente diante do consumo de crédito e das taxas de juros.

Participação de oposição e desdobramentos na feira

Pré-candidatos e autoridades vizinhos ao centro-direita reforçaram a agenda contra o governo. Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado estiveram pela feira, além de Aldo Rebelo e Augusto Cury, que também compareceram ao evento. Eles percorreram os estandes e conversaram com agricultores, destacando planos de atuação futura.

A situação econômica do setor seguiu sob pressão. A cotação da soja ficou em torno de R$ 130 a saca de 60 kg, conforme o Cepea, bem abaixo do pico de anos anteriores, o que alimentou críticas à política econômica. A percepção é de que o governo não conseguiu reduzir gastos públicos ou impulsionar a economia do agronegócio.

Dirigentes de associações, executivos de fabricantes de máquinas e empresários ouvidos pela reportagem disseram que o governo poderia reverter a rejeição com um Plano Safra robusto, ainda que não esperem anúncio nesse formato durante o período da feira. As expectativas apontam para próximos movimentos oficiais nos próximos meses.

A feira reuniu 197 mil visitantes em cinco dias, segundo organizadores. Além do distanciamento com o governo, houve críticas ao Supremo Tribunal Federal por parte de alguns participantes. O cenário indica uma continuidade de agenda oposicionista no entorno de eventos agropecuários até as próximas campanhas.

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