- Senado realizou audiência pública da Comissão de Infraestrutura para cobrar a Copel, após produtores rurais relatarem prejuízos associados a quedas frequentes de energia no Paraná.
- Os produtores apontam que a recorrência de falhas aumentou desde a privatização da Copel, em 2023, e destacam impactos na produção agropecuária e na geração de empregos.
- Exemplos citados: perda de 900 mil quilos de tilápia em Tupãssi, com prejuízo de cerca de R$ 9 milhões, e a morte de 20 mil frangos em São Miguel do Iguaçu.
- O senador Sergio Moro (PL-PR) ressaltou o aumento das reclamações; a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disse acompanhar a situação e pode intensificar a fiscalização.
- A Copel atribui parte das falhas a eventos climáticos e informou que está investindo para cumprir metas da Aneel; apresentou ações para a segurança energética, incluindo o programa Copel Agro, com cronograma para o ciclo 2026-2030.
O Senado realizou uma audiência pública da Comissão de Infraestrutura para discutir as frequentes quedas de energia da Copel e os prejuízos no setor rural. Produtores explicaram que o problema vem se agravando desde a privatização da empresa em 2023. O objetivo foi entender impactos e buscar soluções.
Representantes do setor rural relataram prejuízos significativos, associados às interrupções no fornecimento de energia. Eles citam casos de perdas de produção que afetam a cadeia de alimentos e a geração de empregos no Paraná.
Ágide Meneguette, presidente da Faep, afirmou que a energia passou a ser um risco para a produção agropecuária no estado. Disse que sem energia não há produção nem renda para o setor e para a economia local.
Entre os relatos, houve menção a prejuízos como a perda de 900 mil quilos de tilápia em Tupãssi, estimada em 9 milhões de reais, e a morte de 20 mil frangos em São Miguel do Iguaçu. Produtores defenderam o fornecimento estável para seguir produzindo.
Participação e próximos passos
O senador Sergio Moro (PL-PR) destacou o aumento de queixas nos últimos anos e informou que já havia requerido a audiência. A Aneel afirmou acompanhar o caso e pode ampliar a fiscalização sobre a Copel.
Representante da Copel, Marco Antônio Villela de Abreu atribuiu parte das falhas a eventos climáticos. Disse que a empresa está investindo para cumprir metas da Aneel e melhorar a confiabilidade do serviço.
A Copel informou, por meio de nota, que apresentou ações para a segurança energética dos produtores rurais. O cronograma de investimentos para 2026-2030 será enviado ao Senado, conforme combinado na audiência.
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