- PF deflagrou a quinta fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master, com o senador Ciro Nogueira entre os alvos.
- Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e uma prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
- O objetivo é aprofundar investigações sobre esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, com bloqueio de bens no total de R$ 18,85 milhões.
- A PF realiza buscas em endereços ligados a Ciro Nogueira em Brasília e no Piauí; a decisão aponta conduta do senador em favor de Vorcaro, em troca de vantagens econômicas indevidas.
- A defesa de Ciro Nogueira repudiou as acusações e afirmou que o senador não teve participação em atividades ilícitas, dizendo estar à disposição para esclarecer os fatos.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 5ª fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master. O foco é o senador Ciro Nogueira (PP-PI), entre outros envolvidos, conforme as apurações.
Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão temporária nas cidades de Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. O alvo da prisão é Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, fundador do Master. A operação teve autorização do ministro André Mendonça, do STF.
A PF aponta que o objetivo é aprofundar investigações sobre corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O bloqueio de bens e valores autorizados soma R$ 18,85 milhões.
Operação e alvos
A PF cumpriu diligências em endereços ligados a Ciro Nogueira em Brasília e no Piauí. A decisão menciona indícios de conduta do senador em benefício de Vorcaro, em troca de vantagens econômicas indevidas.
A defesa de Ciro Nogueira repudiou qualquer ilação de ilicitude, afirmando que o senador não teve participação em atividades ilícitas e está à disposição para esclarecer os fatos. Os advogados contestam as medidas como invasivas.
Segundo a decisão, houve um arranjo funcional e instrumental orientado a ganhos mútuos entre o senador e Vorcaro. Despesas de viagens, repasses e imóveis teriam sido usados para sustentar o suposto esquema.
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