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Lula busca transformar ameaça em cooperação com os EUA, aponta analista

Lula busca transformar ameaça do crime organizado em cooperação com os EUA, evitando classificar CV e PCC como terrorismo, para não travar operações financeiras

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  • Lula deve encontrar Donald Trump na quinta-feira e buscar transformar a ameaça do crime organizado em cooperação entre Brasil e EUA, sem classificar CV e PCC como organizações terroristas.
  • Otaviano Canuto, ex-diretor do Banco Mundial, afirma que rotular o crime como terrorismo pode provocar maior supervisão financeira e restrições entre os países.
  • O especialista recomenda troca de informações e coordenação como caminho mais eficaz para enfrentar o crime organizado.
  • O melhor cenário para o encontro é sinalizar uma agenda comum que possa se tornar ações concretas.
  • A pauta pode incluir tarifas econômicas, minerais críticos, terras raras e plataformas tecnológicas.

O presidente Lula pretende transformar a ameaça do crime organizado em cooperação com os EUA, em encontro agendado para esta quinta-feira (7) com o ex-presidente Donald Trump. A ideia central é buscar alinhamento entre Brasil e Estados Unidos sem classificar CV e PCC como organizações terroristas. A análise foi feita por Otaviano Canuto, ex-vice‑presidente do Banco Mundial, em entrevista ao Mercado Aberto, do Canal UOL.

Segundo Canuto, rotular as organizações criminosas como terroristas pode provocar uma reação em cadeia no sistema financeiro, elevando a supervisão e restringindo operações entre os dois países. A proposta, conforme ele, é ampliar a troca de informações e a coordenação entre autoridades, reduzindo riscos sem adotar termos que dificultem fluxos financeiros. Ele ressalta que suspeitas compartilhadas sobre fluxos entre Brasil e EUA podem levar a restrições.

Para o ex-diretor do Banco Mundial, o principal objetivo do encontro é sinalizar uma agenda comum que possa se transformar em ações concretas. Temas como tarifas econômicas, minerais críticos, terras raras e plataformas tecnológicas aparecem como pontos relevantes a serem discutidos, ainda que as expectativas sobre resultados permaneçam cautelosas.

Porta-voz do programa Mercado Aberto, Otaviano Canuto afirma que o que importa é o envio de um recado político, demonstrando convergência entre Brasil e EUA. Ele aponta que declarações promissoras podem não se traduzir imediatamente em ações, mas teriam importância para a percepção de cooperação entre as duas nações.

O Mercado Aberto é exibido de segunda a sexta, às 8h, no UOL, com apresentação de Amanda Klein. O programa antecipa os principais movimentos do mercado financeiro, com transmissão ao vivo pela home do UOL, YouTube e Facebook do UOL.

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