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Após Ciro, cresce o temor de que outros também sejam alvo

Com Ciro Nogueira no centro, senadores evitam se pronunciar sobre o caso Master por temor a retaliação de um líder de partido poderoso

Este é Ciro Nogueira
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  • Em abril de 2025, senador Daniel Vorcaro apresentou uma emenda para aumentar a CSLL dos bancos, com foco nos bancos que apresentam maior lucro.
  • A proposta foi apresentada ao projeto do Executivo que isentava o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e tinha Arthur Lira como relator, aliado de Ciro Nogueira.
  • O objetivo era pressionar financiamiento para o Master, incluindo uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como opção de socorro aos bancos.
  • A ofensiva ocorreu no contexto de negociações no Congresso sobre o Master, com Ciro Nogueira como anfitrião em ambientes de influência política.
  • No Senado, deputados e senadores evitam se pronunciar para não entrar em conflito com Ciro Nogueira, considerado líder de um partido poderoso.

O presidente do PP, Ciro Nogueira, foi pauta de uma reportagem da Folha ao registrar uma ligação entre ele e o senador Daniel Vorcaro. A cena ocorreu em abril de 2025, após a divulgação da compra do Master pelo BRB, quando Vorcaro apresentou uma emenda para aumentar a CSLL dos bancos.

A emenda, apresentada ao projeto do Executivo, visava tributar apenas os bancos com maior lucro, ampliando a proteção ao FGC já existente para a operação com o Master. O relator da proposta era Arthur Lira, aliado de Nogueira. A jogada chamou atenção de envolvidos nas negociações sobre o Master.

Pressão e retaliação

Apesar da emenda, Vorcaro continuou pressionando a favor do Master, com apoio de operadores no Congresso ligados a Vorcaro e, segundo apurações, com participação de Ciro Nogueira como anfitrião do movimento. O objetivo seria manter o apoio institucional necessário para a operação.

Ações recentes e repercussões

Antes do veto do BC à operação do BRB, líderes do Centrão, incluindo Cláudio Cajado, assinaram requerimento para ampliar poder do Congresso sobre o BC. A apuração envolve a Operação Compliance Zero da PF, autorizada pelo ministro André Mendonça, em fase de coleta de informações.

Contexto institucional

O cenário envolve discussões sobre o papel do FGC, a avaliação de saídas para o Master sem prejuízo ao BRB e o uso de influências políticas para pressionar decisões. Em meio ao avanço de investigações, o Senado evita declarações públicas para não acirrar o confronto com um partido influente.

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