- Flávio Bolsonaro afirmou que não vai responder por atos de Ciro Nogueira e que não confirmou oferecimento de vice; disse que o Banco Master é do Lula.
- Em Florianópolis, o pré-candidato disse que não tem obrigação de descolar-se de Ciro e lembrou que, no passado, considerou Ciro um bom perfil para vice, mas a decisão depende da composição do grupo.
- A Polícia Federal cumpriu mandados contra Ciro Nogueira na operação Master, ligada a suspeitas de repasses ao senador e a despesas pessoais, como viagens de jatinho; Ciro afirmou que a ação busca manchar sua honra.
- Flávio participou de ato em Santa Catarina com o governador Jorginho Mello e aliados, incluindo Carlos Bolsonaro, com agenda prevista de jantar com empresários e encontro estadual do PL.
- Ciro Nogueira é presidente nacional do PP, partido fundador do centrão; Flávio trabalha para angariar apoio do grupo para 2026, mirando a disputa com Lula.
O pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro sinalizou que não pode responder por ações de aliados e tentou afastar o senador Ciro Nogueira de qualquer candidatura conjunta ao lado do PL. A declaração ocorreu durante agenda de Florianópolis, em Santa Catarina, nesta sexta-feira.
Flávio negou ter feito convite formal a Ciro para vice na chapa do PL em 2025, dizendo que apenas reconhece o perfil do aliado. O contexto envolve a origem da proximidade entre os dois e a atuação de imprensa sobre o tema.
Durante a passagem pela capital catarinense, o senador ressaltou que a responsabilidade por atos de terceiros não recai sobre ele. Flávio citou ainda que Ciro, caso tenha que se defender de acusações, contará com um relator que possa conduzir o processo.
Na véspera, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da operação Compliance Zero, com buscas ligadas ao caso Master. As buscas ocorreram em endereços ligados a Ciro Nogueira, apontando suspeitas de recebimento de valores e despesas pessoais pagas pelo Banco Master.
Ciro, presidente nacional do PP, reagiu nas redes sociais, afirmando que a ação busca manchar sua honra. A PF investiga, entre outros pontos, repasses financeiros oriundos de um primo do proprietário do banco e viagens de jatinho.
No mesmo dia, Flávio divulgou nota na imprensa dizendo que as investigações são graves e que espera ampla apuração, sem mencionar Ciro pelo nome. O pré-candidato também destacou apoio ao reforço de alianças com partidos do centrão.
Em Florianópolis, o senador participou da exibição de um documentário sobre Jair Bolsonaro, seguido de reunião com o governador Jorginho Mello, pré-candidato à reeleição. Os dois visitaram o Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara.
Neste sábado, haverá o encontro estadual do PL aberto ao público, com a participação de Flávio, Jorginho e outros pré-candidatos ao Senado por Santa Catarina. O evento ocorre para mobilizar apoiadores e discutir estratégias eleitorais.
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