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Juiz encerra inquérito sobre elo com CV e vê perseguição política a Paes

Justiça encerra inquérito sobre suposta ligação de Salvino Oliveira com o Comando Vermelho, após apontar irregularidades policiais e possível perseguição política

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), participa de ato de campanha do vereador Salvino Oliveira (PSD), preso em março de 2026 sob suspeita de vínculo com o Comando Vermelho
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  • A Justiça do Rio de Janeiro determinou o trancamento do inquérito contra o vereador Salvino Oliveira, encerrando a investigação sobre suposta ligação com o Comando Vermelho.
  • O juiz Renan Ongaratto apontou irregularidades na condução das investigações e destacou possível perseguição política após a revogação da prisão temporária.
  • O caso gerou embate entre o ex-prefeito Eduardo Paes, antiviral do PSD, e o ex-governador Cláudio Castro, que acusa uso político da polícia para desgastar a pré-candidatura de Paes.
  • Salvino foi preso em março com base em uma mensagem que citava seu primeiro nome; a prisão foi revogada por liminar proferida pelo desembargador Marcus Basílio, que considerou os indícios precários.
  • A decisão menciona divulgação de dados financeiros sigilosos e conduções coercitivas a familiares e pessoas ligadas ao investigado, consideradas irregularidades pela autoridade policial.

O Judiciário do Rio de Janeiro determinou o encerramento do inquérito que investigava o vereador Salvino Oliveira, do PSD, ligado a uma possível relação com o Comando Vermelho. A decisão aponta irregularidades na condução policial e aponta a existência de uma possível perseguição política.

A investigação envolvia o ex-secretário de Paes, que, segundo fontes, criticou a atuação policial e o uso da Justiça para desgastar a pré-candidatura ao governo estadual. A prisão temporária de Salvino, revogada por decisão superior, também é mencionada como elemento de contorno do caso.

Decisão e irregularidades

O juiz Renan Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, afirmou que houve uma série de falhas na atuação da Polícia Civil durante as investigações. O magistrado destacou o aumento das diligências após a revogação da prisão temporária, sem novos indícios concretos.

Ele descreveu ainda conduções coercitivas de familiares e pessoas ligadas ao vereador, inclusive de um pastor da igreja e dos avós, sob condições que teriam violado direitos e parâmetros legais. A divulgação de dados financeiros sigilosos pela polícia também foi apontada como irregularidade.

Contexto político e desdobramentos

O caso gerou atrito público entre Eduardo Paes, ex-prefeito e hoje pré-candidato ao governo, e Cláudio Castro, ex-governador, com acusações de uso político da Polícia Civil para atingir adversários. A defesa de Salvino sustenta que não houve envolvimento com o crime organizado e que não houve provas de autoria.

Salvino foi preso em março por suposta comunicação com Edgar Alves, o Doca, líder do CV no estado, conforme apuração inicial, com base em uma mensagem citando o seu primeiro nome. A detenção foi suspensa por liminar de um desembargador, que classificou o indício como fraco.

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