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Justiça encerra inquérito contra vereador do Rio por ligação com CV

Justiça tranca inquérito contra vereador do Rio por suposta ligação com o Comando Vermelho, apontando ausência de justa causa e indícios de perseguição política

Salvino Oliveira é investigado por manter relações com o CV
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  • A Justiça do Rio trancou o inquérito que investigava o vereador Salvino de Oliveira Barbosa (PSD) por suposta ligação com o Comando Vermelho.
  • O juiz Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, afirmou não haver justa causa para manter a investigação.
  • Ele apontou “flagrantes ilegalidades” na condução do procedimento e indicou possível uso do aparato policial para fins de perseguição política.
  • A principal evidência era uma conversa de WhatsApp entre Doca e Dom, de março de 2025, mas o magistrado entendeu que o diálogo isolado não sustenta a continuidade das apurações.
  • O sigilo do processo principal foi derrubado; advogados de defesa foram incluídos nos autos e, apesar da suspensão do sigilo, as investigações seguem sob segredo de Justiça envolvendo outros investigados.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o trancamento do inquérito que investigava o vereador Salvino de Oliveira Barbosa (PSD) por possível ligação com o Comando Vermelho (CV). A decisão aponta a presença de supostas ilegalidades na condução da investigação e sugere risco de perseguição política contra o parlamentar. A prisão temporária já havia ocorrido em 11 de março, durante operação da Polícia Civil contra o CV.

O juiz Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, entendeu que não há justa causa para manter o inquérito contra Salvino. O magistrado citou indícios de uso político do aparato policial e destacou que as condutas apuradas geram dúvidas sobre a continuidade das apurações.

De acordo com a decisão, as investigações apontavam que o vereador atuava politicamente na comunidade Gardênia Azul, na zona oeste do Rio, com autorização de lideranças do tráfico. A principal evidência, uma conversa de WhatsApp entre dois faccionados, foi considerada isolada e insuficiente para sustentar a continuidade das investigações.

O sigilo do processo principal e de um procedimento conexo foi suspenso pelo juiz, que manteve o segredo de justiça devido a dados sensíveis e à participação de outros investigados. Também foi autorizada a inclusão formal dos advogados de defesa nos autos.

A Polícia Civil afirmou, em nota, que as prisões foram analisadas pelo Ministério Público e pelo Judiciário, que concordaram com as medidas adotadas. A instituição ressaltou que atua com critérios técnicos, jurídicos e sem interferência externa, mantendo o rigor investigativo.

Quem é Salvino, alvo da apuração, nasceu na Cidade de Deus e tem 28 anos. Formado em Gestão Pública pela UFRJ, ele já foi secretário da Juventude e participou da gestão municipal de 2021 a 2024, durante a administração de Eduardo Paes. Este é o seu primeiro mandato como vereador na Câmara Municipal do Rio.

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