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MG mantém parceria com entidade de empresário alvo de operação contra PCC

Governo de Minas mantém parceria com a Renapsi, criada por empresário preso por lavagem de dinheiro ligada ao PCC, com 237,6 milhões em dois anos

Governo de Minas Gerais — Foto: Gil Leonardi/Estado de Minas Gerais
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  • Minas Gerais mantém parceria com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) no valor previsto de R$ 237,6 milhões em dois anos.
  • A Renapsi foi fundada pelo empresário Adair Meira, preso temporariamente em março sob suspeita de lavagem de dinheiro com fintech ligada ao PCC.
  • A assinatura do acordo ocorreu em 17 de março, durante a gestão do ex-governador Romeu Zema, que deixou o cargo em 22 de março.
  • O convênio atende o programa Evolução Jovem, que pretende facilitar a entrada no mercado de trabalho de dez mil estudantes da rede estadual.
  • A Renapsi também venceu licitação em Goiás para gestão de programa de qualificação profissional de jovens, com valor estimado de R$ 2 bilhões; o governo mineiro afirma não haver impedimento jurídico para a parceria.

O governo de Minas Gerais mantém uma parceria com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi), com valor previsto de R$ 237,6 milhões em dois anos. A Renapsi foi fundada pelo empresário Adair Meira, preso temporariamente em março por suspeita de lavagem de dinheiro associada a uma fintech ligada ao PCC, segundo levantamento da Folha de S.Paulo.

A contratação ocorreu por licitação e foi firmada em 17 de março, ainda na gestão do ex-governador Romeu Zema. O acordo visa operacionalizar o programa Evolução Jovem, que pretende facilitar a entrada de 10 mil estudantes da rede estadual no mercado de trabalho por meio de contratações em órgãos públicos.

Detalhes do acordo e desdobramentos

O contrato prevê um pagamento inicial de R$ 19 milhões em março, ainda não efetuado, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas. A Renapsi afirma não ser objeto de investigação e sustenta que Meira não atua na gestão da entidade. A Polícia Civil, no entanto, aponta que Meira é o “real dono” da Renapsi e que a organização teria sido usada para pagamento de boletos ligados à fintech 4TBank, associada a um membro do PCC.

A secretaria informou que o acordo seguiu trâmites legais e que não há decisão judicial que impeça sua continuidade. Órgãos competentes serão responsáveis por analisar o caso e eventuais impactos no contrato. A Renapsi reforçou que Meira não possui atuação administrativa na entidade, segundo sua defesa.

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