- Governo de Minas Gerais suspendeu a parceria de R$ 237,6 milhões com a Renapsi, entidade fundada por Adair Meira, após a revelação do acordo pelo Painel.
- O acordo com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) foi firmado em 17 de março, na gestão anterior de Romeu Zema.
- Adair Meira foi preso temporariamente por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a uma fintech associada ao PCC; a Polícia Civil paulista o apontou como interlocutor do grupo em Brasília.
- O programa alvo da contratação em Minas é o Evolução Jovem, que pretende inserir 10 mil estudantes da rede estadual no mercado de trabalho; a Renapsi também venceu chamamento público de Goiás para gestão de programa semelhante.
- A Controladoria Geral do Estado analisará o contrato; a Renapsi afirma não estar sob investigação e que Meira não ocupa cargos na organização, enquanto a polícia mantém que ele é o “real dono” da Renapsi.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou a suspensão de uma parceria com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi). O acordo é de R$ 237,6 milhões em dois anos. A decisão ocorreu após a divulgação do contrato pelo Painel.
O acordo foi assinado em 17 de março, ainda na gestão de Romeu Zema, e tinha como objetivo impulsionar o programa Evolução Jovem, que prevê a inserção de 10 mil estudantes no mercado de trabalho. O foco é contratar jovens em órgãos públicos.
Suspensão e próximos passos
A Renapsi é fundada por Adair Meira, empresário preso temporariamente por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a uma fintech associada a um membro do PCC. A CGE será responsável pela análise do contrato.
A Polícia Civil paulista aponta Meira como o real dono da Renapsi, usada para pagamentos a uma fintech. Parte dos valores era transferida a outras empresas dele, com repasses em dinheiro e até uso de helicóptero para transporte de recursos.
A defesa de Adair Meira informou que a prisão ocorre em investigação em andamento e que ele não integra diretoria da Renapsi, ressaltando que as acusações serão esclarecidas no processo. A Renapsi também negou vínculos administrativos com o empresário.
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