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Operação da PF contra Ciro Gomes afeta STF e Congresso

STF recebe representação para suspeição de ministro na ação pela CPI do Master, sinalizando choque entre Congresso, governo e oposição

Os senadores Alessandro Vieira (D) e Eduardo Girão (C) deram entrada à representação no Supremo - (crédito: Geraldo Magela/Agência Senado )
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  • PF deflagrou a operação Master/Compliance Zero, atingindo o senador Ciro Nogueira e levando senadores a pedir suspeição do ministro Kassio Nires Marques? (corrigir: Kassio Nunes Marques) para a relatoria da ação que discute a instalação da CPI do Master.
  • Alessandro Vieira e Eduardo Girão apresentaram ao STF pedido de suspeição, para distribuição do caso a outro ministro, citando relação entre Nogueira e o magistrado.
  • PT afirma que Nogueira recebia mesada de até R$ 500 mil de Daniel Vorcaro e cita possível emenda do Master que amplia o FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
  • Governo aponta ligações de Flávio Bolsonaro ao caso e não cita explicitamente Ciro Nogueira, pedindo apuração com rigor; Flávio Bolsonaro diz acompanhar e confiar na relatoria de André Mendonça.
  • Oposição, representada por Izalci Lucas, afirma que a operação expõe Brasília como “balcão de negócios” e critica influência de caciques sobre a gestão local e relações com o BRB.

A nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, atingiu o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, entre os principais alvos. A ação envolve a investigação de possível favorecimento ao Banco Master e a tentativa de instalar uma CPI sobre o caso. Parlamentares apresentaram pedidos de suspeição do ministro Kassio Nunes Marques, relator da ação no STF, para distribuir o mandado de segurança a outro ministro.

Além de Nogueira, o foco recai sobre supostos vínculos entre o senador e o magistrado. A representação foi encaminhada ao STF por senadores de diferentes bancadas, com base em críticas à relação entre o político e o juiz, segundo as acusações.

Entre as respostas políticas, o PT, na Câmara, apontou uma suposta mesada recebida por Nogueira e citou a emenda do Master, apresentada pelo próprio banco. Do governo, o ministro Guilherme Boulos associou o caso a nomes próximos a Flávio Bolsonaro, com conteúdos que mencionam supostos vínculos e imóveis ligados ao tema.

Balcão de negócios

A oposição vê a operação como indicação de influência política em Brasília, destacando a necessidade de apuração rigorosa. O líder Izalci Lucas afirmou que as articulações do senador Nogueira afetam a gestão local e questionou impactos sobre o patrimônio público.

Flávio Bolsonaro emitiu nota formal, sem citar Nogueira, dizendo acompanhar as informações com cuidado e defendendo a ampla apuração pelas autoridades competentes. O texto também reforçou a confiança na relatoria de outro ministro, sem detalhar substituições.

O PP, por meio de nota, pediu esclarecimentos com respeito ao devido processo legal. A sigla afirmou manter fé nas instituições e na Justiça e promoverá defesa dos direitos de defesa ao longo do processo.

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