- O secretário municipal de Esporte, Lazer e Juventude de São Caetano do Sul, Mauro Chekin, deixou o cargo após a repercussão de declarações capacitistas feitas durante audiência pública em 29 de abril.
- Em nota publicada pela assessoria da prefeitura em 8 de maio, Chekin pediu exoneração, reconheceu erro de abordagem sobre inclusão no esporte e pediu desculpas; afirmou que continuará como professor de Educação Física da prefeitura e buscará aperfeiçoamento profissional relacionado à inclusão.
- O prefeito Tite Campanella foi citado na mensagem como quem lhe abriu a oportunidade, e Chekin reforçou que seguirá trabalhando pelo esporte.
- Nesta semana, a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) encaminhou ao Ministério Público do Estado de São Paulo um pedido de providências sobre as manifestações do secretário.
- As falas atribuídas incluem chamar pessoas com deficiência de “problema” e afirmar que a inclusão não é seu “dever de pessoa física”, o que pode configurar discriminação conforme a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (artigo cento e oitenta e oito).
Mauro Chekin deixou o cargo de secretário municipal de Esporte, Lazer e Juventude de São Caetano do Sul, após grande repercussão causada por declarações consideradas capacitistas durante audiência pública realizada em 29 de abril na Câmara Municipal. A exoneração foi anunciada na tarde desta sexta-feira (8/5) por meio da assessoria de imprensa da prefeitura.
Chekin ocupava a titularidade da secretaria desde a gestão municipal e justificou a decisão pela própria avaliação dos fatos ocorridos na audiência. Em nota, o ex-secretário afirmou que reconhece a falha na abordagem do tema inclusão no esporte, pede desculpas pelo episódio e reforça o compromisso com a educação física na carreira pública, além de indicar interesse em aperfeiçoamento profissional relacionado à inclusão. A prefeitura agradeceu pela oportunidade e ressaltou que Chekin continuará ligado ao esporte na setor público.
Nesta semana, a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) encaminhou ao Ministério Público de São Paulo um pedido de providências sobre as declarações do secretário. O episódio teve transmissão ao vivo pelo canal oficial do evento no YouTube e é alvo de investigações e análises legais sobre discriminação contra pessoas com deficiência.
Segundo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (lei nº 13.146/2015), discriminar pessoas pela deficiência é crime, com possíveis sanções de multa e prisão. A repercussão envolvendo autoridade local acentuou o debate sobre o tema da inclusão no esporte e as responsabilidades de gestores públicos.
Desdobramentos
- A prefeitura de São Caetano do Sul informou que não haverá continuidade de Chekin no comando da secretaria.
- O Ministério Público e a Câmara Municipal já discutem o encaminhamento de medidas cabíveis com base no teor das manifestações.
- O tema da inclusão no esporte volta a ganhar atenção dos órgãos públicos e da sociedade, com expectativa de respostas institucionais.
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