- Tribunais de Justiça e Ministérios Públicos em oito estados buscam maneiras de driblar a norma do Supremo para aumentar supersalários.
- A Constituição estabelece teto igual ao salário de ministro do Supremo Tribunal Federal, hoje em R$ 46.366,19, mas há estratégias para exceder o limite por meio de penduricalhos.
- O tema envolve decisões do STF que foram, segundo a reportagem, lenientes e permitiram pagamentos acima do teto sob condições, com um novo parâmetro de setenta por cento acima do teto.
- Sinais de avanço de abusos incluíram a tentativa de transformar o teto em regra, não mais exceção, segundo a Folha.
- Nesta sexta-feira, o STF publicou alertas contra abusos, repetindo a necessidade de o Congresso editar uma lei para reiterar o teto constitucional como limite.
Desfaçatez dos supersalários prossegue: tribunais e Ministérios Públicos em pelo menos oito estados buscam driblar a norma do Supremo. Funcionários de alta categoria obtêm verbas que extrapolariam o teto previsto pela Constituição, que hoje fixa o valor máximo em 46.366,19 reais.
A prática ocorre mesmo com o objetivo declarado de cumprir a legislação. O teto vale para o conjunto do funcionalismo, incluindo juízes, promotores e demais carreiras públicas. Bacharéis costumam defender que a remuneração é inferior ao que esperam, buscando excedentes adicionais.
Segundo apuração, o esforço é no sentido de transformar a norma do STF em uma nova regra de remuneração. Em alguns tribunais e ministérios públicos, já surgem mecanismos que criam penduricalhos ligados às estruturas de pagamento, distorcendo o teto constitucional.
A reportagem aponta que a prática já se observa em ao menos oito estados. Em várias unidades da Federação, órgãos estaduais de Justiça e promotores têm estudado caminhos legais para ampliar vencimentos acima do limite, sob a justificativa de benefícios adicionais existentes no serviço público.
O Supremo Tribunal Federal já havia sinalizado restrições: houve discussão sobre permitir pagamentos que ultrapassassem o teto apenas sob condições específicas, com um novo limite de até 70% acima do teto. No entanto, a solução não foi considerada definitiva.
Nesta sexta-feira, o STF publicou alertas sobre abusos, sem adotar medidas drásticas. A expectativa é de que o Congresso intervenha para reiterar, por meio de lei, que o teto constitucional continua a ser o limite a ser respeitado. Ainda não há confirmação de quando a lei poderia ser aprovada.
Enquanto a análise legislativa não há, os tribunais e ministérios públicos continuam buscando formas de ampliar remunerações, mantendo a linha de contestação ao teto. O tema segue em debate, com impactos diretos sobre o gasto público e a percepção da sociedade.
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