- A deputada trabalhista Catherine West disse que, se até segunda-feira um ministro do gabinete não desafiar Sir Keir Starmer como líder do partido, ela acionará um concurso de liderança.
- West quer, preferencialmente, que o gabinete se reorganize internamente e indique seu melhor comunicador para substituir Starmer, evitando eleição.
- Ela afirma ter 10 apoiadores entre os deputados e precisa de 81 votos para atingir 20% da bancada, para abrir o processo.
- O ministro do gabinete Nick Thomas-Symonds alertou colegas contra a proposta, dizendo que mudanças de liderança trazem instabilidade.
- A intervenção surpreendeu muitos deputados; Starmer assegurou que não vai desistir, citando apoio de ministros, enquanto o Labour enfrenta derrota eleitoral histórica.
Catherine West, deputada do Labour, afirmou à BBC que, caso nenhum ministro do gabinete desafie a liderança de Keir Starmer até segunda-feira, ela tentará viabilizar um processo de liderança no partido. Em comparação, sua proposta inicial seria uma reorganização interna do governo para indicar o melhor comunicador, sem abrir uma eleição formal.
A parlamentar avisa que colocará o gabinete “em alerta”; se não houver sinal de um candidato até segunda, pedirá o apoio de outros deputados para iniciar a contagem de 81 assinaturas (20% do total) para abrir o processo. West afirma ter 10 apoiadores confirmados, mas acredita que mais parlamentares devem se somar.
West, ex-ministra júnior do Foreign Office, pediu uma mudança interna que mantenha o líder Keir Starmer em posição menos exposta, sugerindo até que ele assuma uma função internacional. A deputada disse ver talentos no corpo parlamentar para comunicar mensagens com maior eficiência.
O ministro do Gabinete Nick Thomas-Symonds advertiu que é preciso cautela diante de propostas de mudança de liderança, destacando que substituições frequentes geram instabilidade e podem atrapalhar a entrega de políticas.
A intervenção de West surpreendeu muitos colegas de Labour. Um ministro próximo ao governo descreveu a idea como arriscada, enquanto um critic de bancada classificou a iniciativa como irresponsável.
A situação ocorre após resultados eleitorais desfavoráveis para o Labour, com queda de milhares de cadeiras em conselhos locais. O partido também perdeu espaço em Wales e na Escócia, e houve ganhos expressivos de Reform UK em áreas tradicionalmente Labour.
Em Londres, o Green Party conquistou controle de distritos onde o Labour era dominante, incluindo Hackney e Lewisham, além de eleger pela primeira vez prefeitos nessas áreas. No Senedd do País de Gales, o Labour ficou em terceiro lugar.
Diversas figuras que circulavam como potenciais substitutos fora do gabinete foram mencionadas, incluindo Angela Rayner, que enfrenta investigação fiscal, e Andy Burnham, que precisa de mandato parlamentar; ambos dependem de aprovação de órgãos internos do partido.
Nesta sexta-feira, Keir Starmer reafirmou apoio à sua liderança, apesar das críticas de parte da bancada. Secretários de Estado defenderam publicamente a posição do premiê diante dos resultados eleitorais.
Nesta conjuntura, Gordon Brown e Harriet Harman foram designados como assessores para aconselhar o governo em finanças globais e combate à violência contra mulheres, medida recebida com surpresa por parte da bancada.
O Labour planeja um discurso público de Starmer na próxima semana para apresentar um novo programa legislativo, com intenções de redefinir o curso do governo após as eleições.
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