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Mãe prova inocência do filho após 9 anos, PM condenado é libertado

Após nove anos, mãe de Peterson prova inocência do filho; PM é condenado por homicídio culposo e cumpre regime aberto, processo permanece sob sigilo

Tatiana Lima e Silva segura celular com foto de seu filho Peterson Silva de Oliveira
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  • Em 14 de janeiro de 2017, Peterson Silva de Oliveira, 18 anos, morreu após um tiro de um policial militar que tentava dispersar um grupo no Jardim São Luiz, zona sul de São Paulo.
  • Nove anos depois, a mãe Tatiana Lima e Silva conseguiu na Justiça provar a inocência do filho; o policial Willian José Pinto foi condenado por homicídio culposo em regime aberto.
  • A pena foi de um ano e oito meses, convertida em prestação de serviço à comunidade e pagamento de 15 salários mínimos à mãe.
  • A investigação, impulsionada pela própria mãe, apontou que Peterson foi morto durante uma ação policial, com testemunhas dizendo que houve disparos de armas e que houve tentativa de induzir erro na investigação ao plantar arma no local.
  • A defesa do policial afirmou que não houve dolo, com laudos apontando que o revólver no local não comprovava intenção de matar; a participação de outro PM foi encaminhada à Justiça Militar.

Na noite de 14 de janeiro de 2017, Peterson Silva de Oliveira, 18 anos, foi morto em uma festa no Jardim São Luiz, zona sul de São Paulo. Segundo testemunhas, o garoto foi atingido na nuca por um disparo de um policial militar que tentava dispersar o grupo de jovens. A morte gerou investigação e revolta entre familiares.

A mãe, Tatiana Lima e Silva, tornou-se investigadora amadora, indo ao Instituto Médico Legal e ao DHPP para entender o que houve. Com o tempo, reuniu informações que embasaram nova linha de apuração. A atuação de Tatiana passou a influenciar o andamento do caso e o Ministério Público passou a incluir o policial Willian José Pinto entre os investigados.

Em maio de 2019, o Ministério Público denunciou dois PMs por homicídio qualificado. Durante o processo, Willian José Pinto confessou ter sido o autor do disparo. Entretanto, no júri realizado em 4 de maio, os jurados entenderam que houve homicídio culposo, punível com 1 ano e 8 meses em regime aberto, com a pena convertida em prestação de serviços à comunidade e pagamento de indenização à família.

Conforme a decisão, o policial terá que cumprir as restrições previstas pela Justiça, e a defesa apontou que não houve dolo de morte, sustentando que o equipamento utilizado no local indicava a conclusão de que o confronto ocorreu sem intenção de matar. O caso segue com desdobramentos processuais, incluindo desmembramento de parte da acusação para apurar possível fraude processual associada a outro envolvido.

A advogada da família, Paula Nunes, destacou que a vitória para a família é simbólica, pois o desfecho reconhece que Peterson não foi assassinado por vontade de matar. Ela ressalta a importância do acompanhamento judicial de casos de violência institucional, conforme relato da defesa.

A mãe de Peterson, que também atua como pesquisadora autônoma, afirmou que perseverar na verdade foi essencial para chegar ao veredito. Ela também enfatizou que, apesar do resultado, o combate pela justiça para outras famílias continua, reforçando a busca por responsabilização adequada.

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